sábado, 5 de janeiro de 2013

Capítulo 19: "Queria Pedir-vos Permissão para Pedir a Rita em Casamento"

Abri a porta do meu prédio e subi até ao andar, ia de mãos dadas com o Nicolás e a mãe dele pouco atrás, um nervoso miudinho corria em mim, na minha sogra o mesmo acontecia, ao contrário do Nico que estava calmo e sereno, aliás sorria de felicidade, já o conhecia suficientemente bem para dizer que não era de nervos mas de um á vontade um pouco estranho. A relação era tão recente mas ao mesmo tempo gostávamos tanto um do outro, vivemos tantas emoções mas será que era cedo a minha sogra conhecer os meus sogros? Ninguém sabe responder a esta questão mas já que surgiu a oportunidade vamos aproveitá-la, não é todos os dias que a minha sogra nos visita! Abri a porta e veio a correr até ao meu lado o meu irmão, deu-me dois beijinhos e disse:

-Olá mana! Estava cheio de saudades tuas! Já vi que trouxeste o meu cunhadinho, não se largam com tanto mel! – Eu e o Nico sorrimos. – E quem é esta senhora que vos acompanha? – Perguntou o meu irmão referindo-se á minha sogra.

-A minha sogra, dona María mas podes chamar-lhe Dona Mi, aliás é assim que prefere. – O meu irmão cumprimentou e eu apresentei-os, seguimos até á sala onde estava os meus pais e o meu irmão, estavam aconchegados no sofá, cobertos com uma manta e uma temperatura bastante agradável na sala. Assim que me viram cumprimentaram-se ora com dois beijos ora com “passou-bem”, sentamo-nos no sofá ao lado da televisão e eu apresentei a minha sogra aos meus pais:

- Mamá, papá les presento a la mujer responsable por el nacimiento de Nico, mi suegra, Dona Mi. (traduzido: Mãe, pai apresento-vos a mulher responsável pelo nascimento do Nico, a minha sogra Dona Mi.)
Sentamo-nos no sofá e começamos a falar, uma conversa bastante animada, perdida entre o espanhol e o português, outras vezes falávamos em inglês, o tempo foi passando e depois de tanta conversa o sono começa a afetar-me, encosto a minha cabeça às pernas do Nico e aos poucos o sono começa a vencer-me, o meu namorado cobre o meu corpo com uma manta, dá-me um beijo na testa e diz aos meus pais:

-Queridos sogros agora que a mulher da minha vida. – Fiquei sem reação não esperava que ele me tratasse assim junto aos meus pais e irmão, mas fingi estar a dormir para ouvir o que se tratava. – Está a dormir queria falar-vos da minha ideia mas primeiro queria pedir-vos permissão para pedir a Rita em casamento. – Gelei. Não foi o meu corpo que gelou mas a minha alma ficou mais petrificada que um iceberg, já tínhamos falado em casamento mas não esperava um pedido, não tão cedo, ainda sou nova, ainda sou muito jovem e a nossa relação só tem 3 meses, o sentimento é muito forte e tanto nos une, já vivemos muito juntos mas não sei estou preparada para este compromisso tão sério e como vejo e tenho conhecimento de muitas pessoas que se casam e mais tarde se divorciam acho que a maior ligação que pode existir entre duas pessoas é mesmo serem pais, porque isso e algo que não dá para desistir, que une duas pessoas para sempre. Mas claro que aceitaria o pedido do Nico, claro que aceito casar-me com ele, e quero muito que esse dia aconteça, que seja tudo perfeito, como sempre sonhei. Ou pela igreja num grande vestido branco, com a igreja com muitas pessoas, e tudo apaixonante, talvez um dos dias mais felizes da minha vida. Ou talvez quando me case pelo registo, isto porque me tenciono casar das duas formas possíveis. Sempre tive o sonho de um filho meu ser o menino das alianças no meu casamento.

-Tu queres casar com a minha filha Gaitán? – Perguntou o meu pai em choque, notei pelo seu tom de voz que estava algo chocado com essa ideia, talvez nunca esperasse que a filha aos 18 anos fosse pedida em casamento.

-Gaitán é aquele rapaz que joga futebol pelo Benfica, eu sou o Nicolás ou Nico. Sim, quero muito casar com a sua filha. – Concluiu o Nico. Não podia ter qualquer tipo de reação porque para todos eu dormia pacificamente, mas aquela notícia cai-a que nem uma bomba para mim.

-Tens a certeza Nicolás? Vocês estão juntos há tão pouco tempo e são tão novos. – Disse a minha mãe que sempre foi cautelosa no que conta aos sentimentos e relações e claro ver a sua filha noiva e mais tarde casada e ainda nem 20 de vida ter vividos.

-Eu amo a sua filha como nunca amei ninguém e vou fazer os possíveis e impossíveis para lhe dar tudo, e para continuarmos juntos e um dia mais tarde dar-vos a feliz notícia que vão ser avós. – O meu irmão que estava ao meu lado tocou na minha perna esquerda que era a única que estava pousada sobre ele, causou-me arrepios, ia ser muito difícil deixar de viver junto ao meu irmão e da minha família para viver uma vida só com o Nicolás, e não só, se ele fosse transferido para outro clube e país como ficaria eu? Deixaria a minha vida para trás e viveria apenas para um “nós”. Significava deixar a minha família, os meus amigos, a minha escola, eu sei que o amo para chegar a esse ponto mas tenho medo que algum dia não resulte e eu fique sem forças para lutar. Mas ao mesmo tempo não aguentava tanta felicidade no meu coração.

-Parabéns Nico, mas olha não é fácil aturar a minha irmã às vezes. – Disse o meu irmão, muito querido como se entende! A preocupação deveria ser dar os parabéns e desejar as nossas felicidades mas não retira um pouco a emoção do momento.

-Não digas isso cunhado, nós gostamos muito um do outro e já tenho isto em mente há alguns dias mas só há pouco tive a ideia exata do que vou fazer. Vai ser algo muito, muito especial. Tenho a vossa permissão sogros e cunhadinho? – Não sabia o que pensar, o que fazer, talvez quisesse abrir os olhos e dizer tudo o que a minha mente e o meu coração me dizia para o fazer mas por outro lado não ia deixar tudo a perder.

-Depois de me prometeres uma coisa tens a minha autorização e penso que também falo em nome da minha mulher. – Abri um pouco o olho esquerdo de maneira a espreitar, e a minha mãe acenou positivamente com a cabeça. O meu pai continuou o seu raciocínio. - Tens de me prometer que vais fazer tudo para a Rita ser feliz, que vais trata-la como merece e que apesar das dificuldades, das fases boas e das fases menos boas nunca a vais abandonar. – O meu pai preocupava-se comigo, eu era a sua única filha e também a mais velha, entendia a sua preocupação e claro só me deixava ainda mais orgulhosa.

-Ainda somos jovens e conhecemo-nos e namoramos há pouco tempo mas eu sei que faria tudo por ela, que vou fazer de tudo para nunca a magoar ou desapontar, que vou lutar até depois da exaustão para que sejamos felizes. Vou amá-la até depois do meu último suspiro, porque o corpo e o meu coração podem parar de viver mas há uma parte de mim que vai ser eternamente da sua filha. Eu amo-a muito.

-Eu prometo que farei tudo pela vossa filha e pelo nosso amor, para sermos felizes até ao nosso último suspiro e que lutarei até á exaustão para sermos felizes.

-Prometo que lutarei até á exaustão pela vossa filha, para fazê-la feliz todos os dias até ao resto da nossa vida! É verdade que estamos juntos apenas há 3 meses e que ainda somos jovens, temos uma vida para viver, temos muito tempo para aprender mas eu gostava que isso acontecesse juntos. Vou amá-la até depois do meu último suspiro, porque o que sinto transborda do meu coração, não me corre nas veias, está marcado no meu coração e na minha pele. – Não entendi o que ele tinha dito com aquelas palavras, por isso abri um pouco os meus olhos de forma a ver o que se passava mas que ninguém entendesse que estava acordada. Ele levantou a manga da sua camisola e mostrou no pulso uma tatuagem com dois trevos de 4 folhas e um coração.


Não acreditei, não acreditava em nada que os meus olhos me demonstravam, não acreditava no que via, tanta felicidade e tanto sentimento que vivia, não era humanamente possíveis, eu não merecia tudo o que aquele homem me dava, me fazia sentir, tudo o que ele simbolizava para mim, aqueles 3 meses foram, pelo que senti e por tudo o que vivi, quase como o início da minha vida. No meu pulso tenho uma tatuagem com um trevo e no meu pescoço anda sempre comigo um colar com um trevo que a minha madrinha deu-me ainda em pequena e que nunca o largo, anda comigo, é com um objeto da sorte mas com muito significado ao mesmo tempo. Com a tatuagem que o Nico tinha feito só podia haver um significado, nada trevo significava um de nós e o coração era e é o sentimento que nos une, tanta felicidade era extraordinária, era uma surpresa tão romântica, tão especial e eu não merecia tudo aquilo…





Aconcheguei a minha cabeça na perna do meu futuro noivo, onde a minha cabeça estava pousada e adormeci. Mas passado pouco tempo acordo com o Nicolás a tocar-me no braço e a minha mãe baixa ao meu lado com um saco ao meu lado. Olhei para ela e sorri, a minha mãe sorri e fala:

-Desculpa acordar-te amor, mas já está a ficar tarde e amanhã vais ter um dia preenchido. O Nico já falou connosco e vais dormir a casa dele mas tem juizinho que não quero ser avó quando ainda tenho idade para ser mãe. – Corei. Não sabia o responder por isso espreguicei-me, levantei a cabeça da perna do Nico e dei-lhe um beijo rápido nos lábios, que nem deu para matar saudades nem de perto ou de longe agradecer pelo pedido que pediu aos meus pais, por tudo o que me fez sentir, viver, amar, por tudo o que ele significava para mim. Agarrei no saco despedi-me dos meus pais, e fui até ao quarto do meu irmão, dei-lhe um beijo na testa e sussurrei-lhe:

-Até amanhã mano. Gosto muito de ti. – Assim que me viro, dou de caras com o Nico, coloca as mãos sobre o fundo das minhas costas e beija-me o pescoço, sorriu e dou-lhe um beijo no canto dos lábios, a intenção era dar-lhe um beijo nos lábios, mas a escuridão daquele quarto impede-me de acertar. Ele sussurra-me:

-Também gosto muito de ti minha futura noiva. – Não sabia o que responder. Beijei-o nos lábios fugazmente, pousei as minhas mãos no seu peito e respondi:

-Estava a falar para o meu mano mas também serve para ti meu futuro noivo. – Acariciei a sua bochecha e depois coloquei o dedo indicador sobre os meus lábios, não queria de forma alguma que ele desconfiasse que tinha ouvido parte da conversa. – Espera aí… Futura noiva? Há alguma coisa que eu não saiba? – Ele sorriu e respondeu:

-Não sei. – Afastou o dedo dos meus lábios e encostou os nossos lábios num beijo calmo mas muito sentido. – Vais ter de esperar para saber. – Fiz beicinho, mas ele sorriu. Fomos de mãos dadas até á porta de casa, despedimo-nos dos meus pais, inclusive a minha sogra que adorou os meus pais. O Nico agarrou no saco e fomos até ao carro. Depois de estarmos prontos, começamos a viagem até casa do meu amor, ou posso dizer babada da nossa futura casa, porque depois do casamento tenciono ir viver com ele. A viagem correu bem, correu rápido, ou melhor, eu mal a vivi, estava com a cabeça num mundo completamente diferente, pensava no meu futuro, no meu casamento, no Nico em tudo, e só despertei quando a minha sogra me tocou no braço e o meu futuro noivo a abrir a porta do lugar onde estava e estender-me a mão para sair.
Sai do carro e o Nicolás abriu as portas até chegarmos ao interior da sua casa, depois de instalarmos a Dona Mi e de nos certificarmos que estava cómoda fomos até ao nosso quartinho, fui até á casa de banho do quarto vestir o pijama, enquanto ele ficava no quarto a vestir-se, um pijama que a mãe lhe deu na Argentina, antes dele se mudar definitivamente para Lisboa, ou seja de se transferir para o Benfica, disse-me ele.  
O pijama que a minha mãe preparou era um tanto ou nada diferente daquele que esperávamos, ou melhor daquilo que queríamos para uma noite passada a dois.
Cheguei até junto do Nico, ele estava com o seu pijama vestido e sorriu-me, deu-me a mão e levou-me até a cama, deitamo-nos em conchinha e ele começou a acariciar-me entre o pescoço, a minha barriga e a fazer-me festas no cabelo, que me causavam arrepios, não porque me soubessem mal mas pelo contrário, porque me sabiam bem demais. Colocou a sua mão sobre o fundo das minhas costas, aquela mão quente sobre o meu corpo sempre frio, ou melhor gélido, que me causou novamente arrepios, as diferenças eram notórias entre ambos, mas de uma certa maneira deixavam-me num á vontade que não era de forma alguma natural, nós completávamos e é a altura perfeita para dizer “os opostos atraem-se”. Voltei-me para ele e colocamo-nos frente a frente na cama, acariciei o seu peito e comecei a beijá-lo, e aquele momento exigia tudo de uma forma diferente, de dar um novo significado ao momento, de dizer “amo-te” de uma forma que não exigisse palavras mas sim uma ação diferente.
Acabamos por nos entregar ao momento, acabei por ceder às suas “investidas”, foi um momento completamente diferente daquele que já tinha vivido apenas uma vez, e com ele do meu lado. Causou mais algumas dores no início mas com toda a calma que reinava no seu coração e com toda a calma típica que ele vivia com o nosso amor acabaram por ser ultrapassadas e dar lugar aquela palavra que descreve todos os momentos de amor vividos a dois: "prazer".
Depois de o fazermos acabamos por adormecer, o Nico prometeu-me que quando saísse de casa me acordaria, e assim o fez. Acordou-me com um beijo nos lábios e disse-me:

-Amor não te trouxe o pequeno-almoço á cama que a minha mãe não deixou, mas trouxe uma caneca de leite com chocolate às escondidas. – Olhei para a mesinha de cabecinha e consegui ver. Dei-lhe um beijo rápido nos lábios e vi-o ir embora, bebi o leite todo e no final pude reparar na mensagem subliminar que vinha no fim, não podia acreditar…


Como irá reagir Rita a este pedido original?
O que será que irá responder? Como irá correr o passeio por Lisboa?

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Capítulo 18: "Descobrir Lisboa Part 1"


Separei-me os nossos lábios, os nossos corpos que estavam colados, a minha vontade era de lhe dar um estalo mas ao mesmo tempo saber o que tanto o atormentava, ele não costuma ser inseguro antes pelo contrário, sempre me demonstrou que é muito seguro do que sente e do que nos une. E quando ele me disse aquelas palavras senti um balde de água fria cair sobre mim. Fiquei enervada, muito chateada mas mesmo assim pedir que ele me esclarecesse o porquê daquelas palavras:
-Deves estar parvo só pode! – Cruzei os braços e voltei as costas para ele. – Depois de te provar que te amo, depois de perder a virgindade contigo, de te apresentar aos meus pais, depois de te dar o Nini, tu ainda me vens com histórias que tens inseguranças próprias de quem ama? Já ouvi desculpa melhor Nicolás. – Ele tentou aproximar-se de mim, mas eu empurro-o para se afastar de mim, sento-me num canto da casa de banho, dobro as pernas, abraço as pernas e coloco a cabeça sobre os meus joelhos e fecho os olhos. O Nico segue-me, senta-se ao meu lado mas sem me tocar e responde:
-Não é nada disso amor. Eu amo-te, e tu amas-me e eu nunca duvidei disso, só quando acabaste comigo, aí sim é que senti que talvez não me amasses mas estou cada vez mais certo que o amor que nos une é sobrenatural, é sobre-humano. Já me provaste o que sentes e eu agradeço-te por tudo o que me dás, me provaste e que fizeste por mim, és a mulher da minha vida e cada vez sinto e acho que já estive mais longe de te pedir em casamento. – Tu estás a falar a sério Nicolás? Casamento? Nós nem há um ano nos conhecemos, namoramos há quase 3 meses e tu falas em casamento, fui apanhada de surpresa, claro que me quero casar com ele, ser mãe, quero viver isso tudo mas nunca pensei que acontecesse tão cedo, pelo menos não o pedido mas já sonhei com ele, quando estive internada e o Nico tinha ido dormir a casa, estava apenas no quarto com a minha mãe…

(Recordação)

Estou a apresentar um trabalho muito importante na minha universidade, essencial para concluir o curso, a plateia era muito grande e eu tremia de nervos mas até então tudo corria bem, mas de resto olho para o público e noto-os bastante distraídos, e algo a circular por todos, ainda tentei entender o que era sem ninguém entender mas não consegui, como já ninguém prestava atenção ao que apresentava, acabei por ficar calada durante algum tempo, e um rapaz sentado na segunda fila, levanta-se… Era o Nicolás, dão-lhe um microfone e ele começa a falar ao mesmo tempo que se aproxima do palco, sobre as escadas e eu digo:
-Nicolás o que estás a fazer? – A minha vontade era abraçá-lo mas também ir ver o que andava a circular pela plateia mas não o fiz, fiquei estática e deixei-o responder:
-Estou a fazer o que devia ter feito á muito tempo. – Ele tinha uma mão atrás das costas, retirou-a e deu-me um ramo de flores, mais precisamente um ramo de cravos vermelhos, embora eu gostasse muito de cravos brancos, não era a altura deles e como o vermelho simboliza o amor, perfeito ficou. Deu-mas, dei-lhe um abraço e dei-lhe um beijinho na bochecha e ele continuou. – A nossa história é recente, mas desde que começámos a namorar que sei que quero estar contigo para o resto da nossa vida. Eu amo-te demasiado e só de pensar em perder-te magoa-me, acho que não aguentava, mas não foi para falar de coisas tristes que vim aqui, vim demonstrar o quanto te amo e és importante para mim. Amo-te Rita e vou demonstrar-te eternamente o que nos une. – Colocou-se de joelhos, colocou a mão no bolso, tirou de lá uma caixinha pequena e abriu-a. Abri a boca, não esperava de modo algum aquela surpresa, ele retira o anel e eu estico a mão. E pergunta-me. – Queres casar comigo mulher da minha vida. – Fiquei sem reação mas aceno com a cabeça positivamente. Ele coloca o anel no meu dedo, depois levanta-se e eu abraço-o, beijamo-nos e depois ele dá-me a aliança dele e eu coloco no seu dedo. Com o passar do sonho, tudo foi evoluindo, enquanto preparávamos o casamento e eu acabei por desistir da faculdade, decidimos por bem sermos pais, engravido cedo, confesso que não estávamos á espera que acontecesse tão cedo adiamos o casamento e no preciso momento em que o meu filho ia nascer, no momento do parto a minha mãe acorda-me e eu acabo por não saber qual era o sexo do meu filho, isto porque quisemos esperar até ao nascimento.

(Fim de recordação)

-Claro que quero casar contigo, ter filhos, quero viver tudo isso contigo, tu completas-me, mas nunca tinhas demonstrado que tinhas dúvidas e confesso que me magoou um pouco, não esperava. – Levantei-me dei a mão e abracei-o, beijei-lhe no pescoço e sussurrei. – Desculpa Nico.
-Não tens de pedir desculpa, eu é que tenho por não conseguir amar-te sem medos, sem receios, por ser assim tão hesitante, gostava de amar-te cegamente mas o amor já me pregou partidas e não consigo amar como se não houvesse amanhã mas com o tempo tudo irá passar meu bem. – Beijamo-nos e depois fomos até ao restaurante onde a Dona Mi já nos esperava com a refeição já servida. Sentamo-nos e almoçamos muito divertidos e animados, a mentalidade da minha sogra é muito jovem, talvez porque também foi mãe cedo e sempre foi uma mãe moderna que tentou ser amiga e mãe ao mesmo tempo. O Nicolás pagou a refeição, embora a muito custo porque eu queria pelo menos ajudar a pagar mas ele usou o argumento quem convida paga. Como a Dona Mi nunca visitou Lisboa e eu tinha muito gosto em mostrar-lhe a cidade que me viu nascer e crescer, fiz questão de os acompanhar nesta visita guiada a Lisboa, também eles fizeram questão que os acompanhasse.












Visitamos o Mosteiro dos Jerónimos, muito animadamente, a Dona Mi estava encantada, não conhecia Lisboa e nunca tinha visitado um mosteiro daquela dimensão e beleza, acabamos a visita já era hora do lanche, fomos até aos Pastéis de Belém, bem perto do mosteiro e como podem imaginar demoramos algum tempo, mas nada que não valesse a pena, a minha sogra e o Nico adoraram aquela sobremesa.















E como ainda faltava um pouco para a hora do jantar decidimos visitar também a Torre de Belém, o Nico e eu já tínhamos visitado esse monumento mas agradou-nos tanto a ideia que decidimos depois passear á beira-rio e jantarmos por ali.
















Jantamos perto daquela zona e depois decidimos ir até um bar, o dia foi longo mas todos nós tínhamos energia para nos divertirmos. Mas acabamos por não adiantar muito a saída, pelo menos até ser quase manhã, no dia seguinte tínhamos de continuar o nosso passeio e o Nico tinha treino durante a manhã, o que significava que tenho de acordar cedo para passar a manhã com a minha sogra e prepararmos o almoço para os 3.
O Nico levou-me até casa e depois ia para sua casa, mas ao sair do carro e enquanto me despedia ele pergunta-me:
-Amor não queres ir dormir lá a casa? Assim evitas andar a fazer viagens desnecessárias.
-Só com uma condição vais comigo falar com os meus pais e avisá-los disso. – Sorri, a mãe dele olhou-nos seriamente porque não tinha entendido e o Nico logo explicou:
-Madre, yo estoy invitando a Rita para ir a dormir allí la casa y la única condición impuesta fue que iba a hablar a los padres para convencerlos. ¿Desea ir a cumplir con sus compadres? (Traduzido: Mãe, estou a convidar a Rita para dormir lá em casa e a única condição imposta foi ir falar com os pais e convencê-los. Queres conhecer os teus compadres?) A Dona Mi olhou-nos um pouco sem reação mas aceitou logo acompanhar-nos.
- Me ha gustado conocer a sus padres Rita, son grandes personas a educar le así y que te enseñan muchos principios y valores, no importa que se reúnen o es un poco temprano. (Traduzido: Eu gostava muito de conhecer os teus pais Rita, são pessoas fantásticas para te educar tão bem e te ensinarem tantos princípios e valores, não te importas que os conheça ou é um pouco cedo?) – O Nicolás estacionou o carro e ficou á espera da minha reação, aliás os dois olhavam-me em busca da minha resposta.
-Por supuesto no, mis padres será muy felices de saber de la señora que le dio vida al hombre de mi vida. (Traduzido: Claro que não, os meus pais vão ficar muito felizes em conhecer a senhora que deu vida para o homem da minha vida.) O Nicolás e a Dona Mi ficaram muito contentes por conhecer a minha família e eu ainda mais animada fiquei, era ainda mais outra prova de amor que fazia ao homem da minha vida. O Nico abriu a porta do carro, aliás fez questão de abrir as portas do carro para as suas mulheres como nos chamava, e fizemos o caminho até minha casa, abri a porta, e respirei bem fundo, estava nervosa e envergonhada, não era cedo e os meus pais o mais possível era já estarem a dormir e eu tinha de os acordar, e claro a minha sogra também iria conhecer o meu irmão, um nervoso miudinho corria em mim, mas também á minha sogra, isto porque o Nicolás estava super calmo.

Como irá correr a apresentação entre compadres?
Será que os pais de Rita vão autorizar ela dormir em casa dele? Como correrá o dia seguinte?


sábado, 22 de dezembro de 2012

Capítulo 17: "Tenho algumas inseguranças bem próprias de quem ama"



Como estamos numa época natalícia decidi dedicar este capítulo a todas as pessoas que me apoiaram até então e que têm um lugar no meu coração (para não discutirem de quem gosto mais decidi pôr por ordem alfabética): Ana Santos, Beatriz Almeida, Cátia Mira, Diana Martins, Maria João Almeida & Tânia Matos. Este capítulo é todo vosso!

Fomos de mãos dadas até á sala, e a mãe do meu amor olhou-nos atentamente e sorriu, fugi com o olhar, que vergonha! A senhora quase nos apanhou duas vezes a fazer amor e mesmo assim o desejo insaciável nascia em nós, parecia que esse susto só aumentava aquela “fome” de nos amarmos no auge.  Já na sala, ele encosta-me á parede e agarra-me, encosta-me á parede beixando-me insaciavelmente sobre o olhar atento da mãe, mas por segundos esquecemos que estavamos acompanhados e deixamo-nos levar. Mal o beijo acaba porque já não havia fôlego para mais, a sua língua invadiu a minha boca, sem permitir permissão, já conhecia todos os cantos da minha boca, e a a sua língua já tocava na minha, parecia que tinham sido feitas para estarem juntas, onde a minha terminava começava a dele, a sua língua tinha uma curva para a esquerda e a minha tinha uma curva para a direita, parece discurso de mulher apaixonada mas não, posso garantir que é mesmo verdade, nós completavamo-nos de uma forma que nunca pensei que fosse real. Ele era um homem maturo, um homem que me dava a segurança que precisava, um homem que me fazia sentir uma mulher mas ao mesmo tempo uma menina, me fazia sentir nas nuvens, que era querido, que me fazia tirar as inseguranças que tinha, enfim um homem como eu nunca pensei arranjar. E perdida nestes pensamentos ele separa os nossos lábios porque já estávamos a ficar sem fôlego e eu volto a juntar os nossos lábios e a beijá-lo, e eu notava pelo seu toque e pela sua forma de me agarrar que ele queria algo mais mas não ia correr o risco de quase voltarmos a ser apanhados pela mãe dele.



















Ele pousa-me no chão novamente e apenas a mãe dele sorri, solta uma gargalhada, mas ele mesmo assim puxa-me contra o seu corpo e sussurra-me:
-Amo-te mulher da minha vida. – E dá-me um beijo no pescoço mas claro a mãe dele decide tossir, que sentido de oportunidade meu deus! Acabo por não lhe responder, sorriu e coro. Estávamos já a sair de casa quando o telefone de casa, o Nicolás dá-me a chave da garagem e do carro e diz-me para ir até ao carro com a minha sogra, até chegarmos ao carro, não sabia o que fazer, não estava preparada para estar a sós com a minha sogra, mas mesmo assim aceito como se fosse o mais natural do mundo, o que não era nem um pouco verdade, tremia imenso e não sabia o que dizer, tinha vergonha e além disso, eu podia agradecer o meu sorriso e a minha felicidade aquela senhora, foi ela que educou e criou o homem que me completa de uma forma louca.
No caminho para a garagem, perdida em pensamentos a minha sogra pergunta-me:
- Rita, no necesita ser avergonzado conmigo, soy sólo la madre de Nicolás. (Traduzido: Rita, não precisas de ter vergonha comigo, sou só a mãe do Nicolás.) – Dito isto eu coro e respondo num espanhol bastante envergonhado, na verdade sabia falar espanhol, desde pequena que os meus pais me ensinaram a fazê-lo e como todos os verões quando era mais nova ia passar a Valência, onde vivem os meus avôs paternos e mais tarde as diversas cidades espanholas que conheci ou sozinha ou acompanhada por curiosidade, ou outros Verões que ia com os meus pais. Sabia o suficiente, o que dava para me falar o mais básico. Mas o espanhol de Espanha é diferente do espanhol da Argentina o que me fazia temer ainda mais arriscar, mas mesmo assim decidi arriscar.

- Excusa me pierde, pero es mi suegra y nunca tenía mucho talento para actuaciones y no esperaba saber en cualquier momento pronto. (Traduzido: Peço desculpa dona, mas é a minha sogra e nunca tive muito talento para apresentações e não estava á espera de a conhecer tão cedo.) – A senhora apenas sorri e responde enquanto caminhávamos lado a lado já perto do carro:

- Rita se olvida que yo soy la madre de Nicolás, piensa que yo soy tu madre, después de todo no debemos tanta diferencia en edad. – Sorrimos pela primeira vez cumplicemente.- Ahora ya sabes mi nombre? A tratar para siempre por dona y suegra está fuera de lugar.  (Traduzido: Rita esquece que sou mãe do Nicolás, pensa que sou a tua mãe, afinal não devemos ter assim tanta diferença de idades. Já agora sabes o meu nome? Não me vais tratar para sempre por dona e sogra está fora de questão.) – Sorriu, mas claro continuando corada como sempre.  

- Tienes razón, pido disculpas por el tratar de esta manera, pero no sabía aún cómo hacerlo, ya que el Nicolás nunca me dijo su nombre (Traduzido: Tem razão, peço desculpa por a tratar deste modo mas não sabia mesmo como o fazer, visto que o Nicolás nunca me disse o seu nome.)

- María, mi nombre es Maria. Pero todo el mundo llama me Mi (Traduzido: Maria, o meu nome é Maria. Mas todos me chamam Mi.). – Destranco o carro á distância e a minha sogra… Perdão! A Dona Mi faz-me sinal para entrar para o lugar ao lado do condutor, embora eu preferisse que fosse ela para ao lado do meu amor, ela insistiu para que assim não fosse, preferia seguir no banco de trás, mas claro eu decidi ficar com ela nesse banco pelo menos até o Nicolás aparecer e seguirmos viagem. Já sentadas e acomodadas pergunto-lhe:

-Dona Mi como logró hacer que un niño tan perfecta como el Nicolás? (Traduzido: Dona Mi como conseguiu fazer um homem tão perfeito com o Nicolás?)  – A senhora sorri e eu coro de vergonha mas foi realmente o que me estava no coração, sentia que aquele homem era perfeito e claro para ser assim a mãe tinha de ter influência direta nele, tanto na educação como na beleza, quem os observava no primeiro olhar não notava semelhanças mas depois de os olharmos com mais atenção conseguimos ver que até tinham algumas semelhanças, a cor dos olhos, a forma de olhar, o formato dos olhos, as bochechas e o queixo.

-Nico no es perfecto y con el tiempo lo verás. Pero de mi parte y por parte de su padre, mi esposo, hizo de todo para él tener principios, valores, es decir, tratar con ella y no a brag pero era un trabajo exitoso. Tanto como los hermanos. (Traduzido: O Nico não é perfeito e com o passar do tempo vais ver isso. Mas da minha parte e da parte do pai dele, meu marido, fizemos tudo para ele ter princípios, valores, saber tratar os seus e não é para me gabar mas foi um trabalho bem-sucedido. Tanto nele como nos irmãos.)

-Perdón por preguntar pero cuántos niños había? Yo y Nico todavía no hablar mucho acerca de su familia. (Traduzido: Desculpe perguntar-lhe mas quantos filhos teve? Eu e o Nico ainda não falamos muito sobre a sua família.) – Secalhar estava a fazer perguntas demais mas depois da Dona Mi me disponibilizar tanta simpatia e tanta amabilidade e claro misturado com um pouco de curiosidade deu nesta pergunta.

-Rita no hace daño, no es necesario pedir perdón por nada. Preocupaba más a hacer otras cosas. (Traduzido: Rita não faz mal, não precisas pedir desculpas por tudo e por nada. Ele estava mais preocupada em fazer outras coisas.)  -Sorrimos, afinal a senhora não era nenhum bicho-papão como pintam as sogras e já me sentia um pouco mais á vontade com ela. -.El Nicolás es el hijo mediano. (Traduzido: O Nicolás e o filho do meio). – Três? Realmente era o número de filhos que queria ter, como sempre me disseram: “Três é a conta que Deus fez. Não pude deixar de sorrir, ele era exatamente como eu, o filho do meio, tinha um irmão mais velho e um irmão mais novo. -Perdón por preguntar, hacerlo mientras madre pero le encanta a mi hijo? (Traduzido: Desculpa por perguntar, faço-o enquanto a mãe, mas amas o meu filho?)  - Não pude deixar de sorrir, por um lado era um sorriso envergonhado por outro lado era um sorriso nervoso, não que tivesse certezas do que sentia mas explica-lo por palavras é mais complicado do que vivê-lo por momentos com ele.

-Nuestra historia es todavía corto pero ya vivían de manera tan diferente de lo que nunca soñé, la sensación crece en me tan loco, tan simple pero tan complejo pero tan natural que si nunca tuvo miedo de amor tenía miedo de lo que siento por él. Esperamos a casarse y ser padres, tienes un junior para salir a correr alrededor de la casa, para llevar su primer toque la bola. Lo amo locamente y cada vez que me siento más que es el hombre de mi vida. (Traduzido: A nossa história ainda é curta, mas já vivi de modo diferente do que eu nunca sonhei, o sentimento cresce em mim tão louco, tão simples, mas tão complexo, tão natural como se tivesse medo do amor, ficaria com medo do que eu sinto por ele. Sonho em casar e tornar-se pais, ter um júnior a correr pela casa, dar seu primeiro toque a bola. Eu o amo loucamente e cada vez mais sinto que ele é o homem da minha vida.)  – Mal acabo de dizer isto só consigo deitar duas lágrimas pelos meus olhos, eram lágrimas de felicidade, consegui dizer a nossa história por tão poucas palavras, mal mesmo assim sentia que a resumi em tão poucas palavras, é certo que é claro como água na minha cabeça e no meu coração o que sinto e o significado que ele deu á minha vida mas ao mesmo tempo parecia que o que disse não estava de todo completo e antes de conseguir acabar a frase sou surpreendida por uma voz nas minhas costas, uma voz que já me era de todo natural, o Nicolás a concluir o que tinha dito:

-Finalmente encontré la mujer de mi vida, me dio el significado que necesita aún más en mi vida, dejó de existir una 'I' para ser un 'nosotros', ahora es nuestra historia, no me y usted, somos. Te amo y sé, y estoy seguro que usted es la mujer de mi vida, que quiero cambiar el nombre, la mujer que le dará un hijo mí. Eres mi todo y sé que todo cambia en la vida, pero creo en el destino y Dios y sabemos que vamos a seguir juntos para lo que va y viene. (Traduzido:  Finalmente encontrei a mulher da minha vida, que deu ainda mais significado á minha vida, deixou de existir um eu para ser dos "nós", agora é a nossa história, não eu e tu, somos nós. Eu amo-te e sei, e tenho certeza que é a mulher da minha vida, e só quero mudar o último nome, a mulher que me dará um filho, É o meu tudo e sei que tudo muda na vida, mas eu acredito em destino e em Deus, e sei que vamos ficar juntos para o que vem e vai.)  – Não estava á espera que ele me completasse a frase mas assim que a fez, abraço-me a ele e dou um beijo na bochecha, encontrei finalmente o homem perfeito, o homem dos meus sonhos, o homem que me completa de uma forma louca e o homem que eu estava disposta a viver só para ele, e para nós, pondo de lado o meu sonho, a minha vida, tudo, para vivermos um nós. A Dona Mi apenas sorri e o Nico diz-nos para ir para os nossos lugares porque estávamos atrasados para o almoço, mas assim que me sento no lugar junto ao condutor, ele diz-me que não é esse o meu lugar, dá-me a chave do carro e diz-me para conduzir, ainda pensei em não aceitar, mas aquele era o carro dos meus sonhos e eu não tinha como recusar, nunca tinha conduzido um assim, nem daquele porte mas se algo me acontecesse sei que estava junto a pessoas que me dizem muito, a minha sogra e o homem da minha vida. Embora não nos indicasse o lugar para onde íamos, apenas me dava indicação para chegarmos ao local não pude deixar de sorrir durante toda a viagem. Chegamos ao local e não é que sou surpreendida, o almoço era nem mais nem menos no sítio onde nós nos conhecemos, isso mesmo no Estádio da Luz, mais precisamente na Catedral da Cerveja, mesmo no interior do estádio, com vista perante aquele inferno que embora vazio era imponente, era mágico.



























Embora o restaurante só estivesse aberto em dias de jogo, ele como jogador do glorioso conseguiu que abrissem o restaurante para nós almoçarmos, que grande vantagem pensei eu, um restaurante daquela qualidade só para três pessoas! Não pude deixar de sorrir, aquele homem era realmente apaixonante levou-nos ao local onde nos conhecemos, e fez questão de o dizer á mãe, mas depois de comer uma das entradas sinto uma indisposição estranha e como o Nico ficou assustado com o facto de puder voltar a ser internada no hospital, ou de desmaiar decide ir comigo até á casa de banho, mas pede á mãe para ficar no restaurante, porque já tínhamos pedido a refeição e na minha opinião era só passar água pela cara, o meu namorado pediu á mãe para ficar no local enquanto ia comigo á casa de banho. Claro que num instante passou, foi só mesmo a emoção de estar no glorioso para mim e para a minha sogra e para o homem da minha vida, pensei para mim mesma, mas claro era bom demais irmos logo embora, eu tranco a porta principal da casa de banho feminina e o Nicolás aproxima-se de mim, num instante já estávamos prestes a fazer amor, desta vez era mais amor, mais desejo e não tanta vergonha, nem tanta sede era só um desejo crescente em nós que nos fazia querer amar de uma forma louca e selvagem e claro o ambiente que vivíamos aumentava em dose dupla tudo o que nos palpitava no coração. Começo a beijar-lhe o pescoço e ele beija-me de uma forma louca de desejo, estávamos a viver tudo como quase vivemos no quarto dele mas notei que algo nele estava diferente… Já estávamos: eu em lingerie e ele com a calças vestidas quando separo os nossos corpos já colados á parede e pergunto:

-Não é isto que queres fazer amor? – Sentia que algo estava diferente nele, não sei explicar, talvez fosse dúvida ou receio, talvez vergonha mas depois de quase sermos apanhados pela mãe dele duas vezes não me parecia que se adequasse, aliás acho que o perigo aumentava o desejo nele. Sentia que ele queria fazer amor comigo como eu queria fazer mas alto não estava bem e não pude continuar sem ele me dizer o que se passava com ele, a sua atitude também me afetava.

- Tenho algumas inseguranças bem próprias de quem ama.

Que quererá esta frase dizer?
Como será que reagirá Rita? Que dirá o destino destas duas almas gémeas?

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Capítulo 16: "Eu gosto do sabor a Perigo!"


Em forma de agradecimento por tudo o que a Ana Santos, fez, faz e fará queria dedicar-lhe este capítulo, foi graças a ela que conheci este mundo apaixonante das fanfics, foi graças a ela que tenho os meus blogues e as minhas fics, foi graças a ela que conheci novas amizades e me apaixonei por este mundo. Ganhei uma amizade, aliás ganhei várias, apaixonei-me ainda mais pela escrita e claro aprendi tudo, e com ajuda dela posso aprender ainda mais. OBRIGADA POR TUDO! És uma amiga que me deste muito, inclusive outras amigas como a Diana Martins e a Beatriz Almeida! Beijinhos J Adoro vocês <3

Eu gosto do sabor a perigo

-Ai Meu Deus! – Exclamei super preocupada enquanto me vestia. Bolas! Não estava á espera de conhecer a minha sogra, nunca falaram muito bem delas e além disso não era a forma mais acertada para conhecer a mulher responsável por colocar no mundo o meu homem, o meu namorado. Vesti-me a um velocidade incrível, o que parece mentira porque demoro sempre imenso tempo a vestir-me, e lembrei-me de fingir que estava a dormir no quarto dele. Não me ia esconder nem pensar nisso mas não ia fazer com que a senhora pensasse que eramos alguns tarados e ficasse a pensar que eu era uma daquelas raparigas que só pensa nisso. A camisola acabou por ficar ao contrário, deitei-me debaixo das mantas que estavam algo enroladas e fora do sítio, eu e ele mexemo-nos tanto que estava tudo fora do sítio. A minha sogra respondeu ao meu namorado:
-Nicolás!- Exclamou algo irritada. – Isso são modos de cumprimentares a tua mãe?- Não aguentei e comecei-me a rir, mas baixinho para não me ouvirem. Depois só oiço eles a cumprimentarem-se e ele responder:
-Desculpa mãe, não estava á espera da tua visita!- Tinha quase a certeza que estava tão corado como eu, que estava super envergonhada e fazia todos os esforços para não me rir, afinal eu deveria estar a dormir.
-Deixaste os bons modos na Argentina meu menino! – Não me contive e sorri. – Não convidas a tua própria mãe a entrar para tua casa?- Entraram para dentro de casa e ouvi o aproximar deles mas foi em direção á sala, onde se sentaram e eu rezei para não se lembrarem de virem ao quarto.
-Desculpa. Os meus modos continuam todos aqui, simplesmente não consigo ter reação não estava á espera de te ver. – Sentaram-se no sofá e começaram a falar espanhol, o que fazia com que muitas vezes eu não entendesse mas cada vez que falavam devagar eu entendia, e falavam de coisas banais, como a família, a distância, as saudades. Até que a minha sogra surpreende:
-E onde está a minha nora? – Gelei e só rezava para o Nicolás não dizer que estava no quarto.
-Qual nora mãe?- Queria enganar a mãe mas isso é quase missão impossível, mas rezava para que ela acreditasse.
-Não me enganas porque não acredito, já são 24 anos disto Nico! Estás com um sorriso parvo na cara desde que cheguei e estás atento a tudo o que se passa, o que me faz acreditar que ela está cá em casa. – Falou com um espanhol bastante calmo e fácil de entender, conseguia entender tudo da conversa, o que fez com que me encolhesse ainda mais na cama na tentativa de me tornar invisível (quase) para a minha sogra não me ver.
-Posso ter saudades da minha mãezinha? Sabes que te adoro? – Começou-lhe a dar imensos beijinhos na face, ai que engraxador pensei para comigo mesma! Hás-de ter um filho como tu, aí vais ver como é!
-Ai filho tu não mudas mesmo com a idade! Achas mesmo que nasci ontem? Já tive a tua idade, sei como são as coisas. Entrei na altura errada, notei pela tua respiração, e pela tua maneira de estar e porque estás com o cabelo todo em pé. – Gargalhou.- Ou estavam a fazer aquilo que eu estou a pensar ou estavam lá quase. – Corei! Como é possível ela acertar em tudo?
-Mãe!- Disse ele. – Até podíamos estar a tratar do aumento demográfico mas isso não era assunto para falar com a minha mãezinha! Não por acaso estávamos a ver televisão no quarto bem juntinhos.- Não, Nico! Inventaste a desculpa errada, eu estou deitada a dormir, logo deveríamos estar a dormir e não a ver televisão…
-Já te conheço bem meu filho! Vamos lá á procura da Bela Adormecida!- Levantou-se e começou a andar pela casa á minha procura, o Nicolás corria atrás da senhora, escondi-me ao máximo nas mantas, deixando apenas a parte de cima da cabeça de fora, até a boca tapei para o caso de ter vontade de me rir, mas para me controlar penso nalgo sério que não me dava minimamente vontade de sorrir. Aconcheguei-me nas mantas e no meu próprio corpo e fecho os olhos. Ela chega á porta do quarto e depara-se com a situação, eu estava a dormir pacificamente. Pararam os dois á porta do quarto e a minha sogra perguntou ao filho:
-Como se chama a tua namorada?
-Rita, mas ela não é argentina como nós mãe, a minha pequena é portuguesa.
-Vai ser complicado falar com ela, porque não sei falar português. Ela sabe falar espanhol?
-Entende bem e sabe dizer algumas coisas, mas agora vamos lá embora que a minha rainha está a dormir muito bem mãe.
-Nem penses nisso Nico, eu quero conhecê-la. – O Nico sentou-se ao meu lado e começou a fazer-me festinhas na cara. A minha sogra, cujo nome ainda desconheço, baixou-se para ficar frente a frente comigo, e começou a mexer-me no braço bruscamente até não conseguir mais fingir que dormia, voltei-me para o lado do Nico e disse, fazendo ainda de conta que dormia:
-Nicolás, só mais um bocadinho é cedo! – Ele deu-me um beijo na bochecha e não aguentei em sorrir. A mãe perguntou-lhe:
-Filho que é que a Rita disse? – Perguntou mexendo-me na anca de modo a balançar-me para acordar.
-Disse para eu deixá-la dormir mais um pouco. – Deu-me um beijo rápido nos lábios. – Princesa, não fui eu, foi a minha mãe meu amor. – Dei um salto na cama que me colocou logo sentada e perguntei muito admirada:
-A tua mãe?- O Nicolás não aguentou e ria-se muito animado, a mãe seguia-o e eu estava corada que nem um tomate, ou como uma naba saloia como já me disseram. Escondi a minha cabeça debaixo das mantas, e o Nicolás destapa-me a cara e dá-me um beijo no canto dos lábios que me faz estremecer por completo, com ele vivia tudo junto, sentia-me como se me estivesse a apaixonar pela primeira vez, como se cada beijo fosse o primeiro, como se ele fosse o meu primeiro namorado e tudo aquilo fosse uma revolução na minha vida, ele fazia-me sonhar, fazia-me sonhar e acreditar num mundo só nosso e com ele só via um mundo perfeito, só via um nós e até já vi-a o nosso futuro. Os nossos filhos, o nosso casamento, tudo mesmo, parecia incrível como aquele homem revolucionou a minha vida e deu um toque “só dele” á minha vida, ele tirou-me o lado mais racional que o fiz desenvolver com o passar do tempo, e construir aquele “muro” sentimental que fiz construir e criar em minha volta para me magoar, por ele eu destrui grande parte dele e estou disposta a fazê-lo cair de todo e a entregar-me a ele completamente, a amá-lo como se não houvesse amanhã ou aliás como houvesse um amanhã que fosse só mesmo nós os dois e os nossos filhos, o nosso futuro! Não aguentei aquele beijo e sussurrei-lhe ao ouvido:
-Te quiero mucho hombre de mi vida! – Foi a primeira vez que chamei um homem de homem da minha vida (e espero que última!), talvez fosse um passo maior que a perna mas eu sentia cada vez tudo o que sempre sonhei, ele completava-me de uma forma irreal, de um modo louco e irracional, fazia soltar o meu lado mais romântico, o meu lado mais mulher, sou jovem mas sentia que era com ele que iria construir a minha vida perfeita, a vida com que sempre sonhei, e não, pela primeira vez eu não tinha medo de cometer loucuras por amor, não tinha medo de dizer o quanto ele era importante para mim.












Ele deita-se sobre mim e eu coloco as minhas mãos no seu pescoço, queria distância para não irmos mais além do que estávamos, eu sei que nenhum de nós tinha auto-controlo quando estávamos juntos por isso queria pelo menos tentar tem um pouco de decência quando a mãe dele estava por perto, mas assim que ficamos assim, a mãe dele levanta-se e vai embora do quarto dizendo:
-Voy a ver la casa, está a gusto!- Estava a dizer isto já a sair do quarto e claro que ele vai para o meu lado e beija-me de uma forma louca, cheia de desejo e cheia de amor, mas calmo o suficiente para manter os nossos corações quentes o suficiente. A minha mão viajou até ao seu rosto, era macio mas ao mesmo tempo digno de homem, coloquei a mão sobre o seu peito e reparei que batia a um ritmo alucinante, ao mesmo ritmo que o meu.



















O beijo tornou-se numa série de beijos e momentos realmente apaixonantes, tornou-se nalgo ainda mais mágico, mais nosso, demos tantas voltas na cama que acabamos deitados no chão, ele com as costas no chão e eu estava sobre ele, sentada sobre a sua cintura e ele leva as mãos até ao fundo da minhas costas e senta-se, mas não me deixa levantar-me, coloco as minhas pernas sobre o seu corpo e entrelaço-as, ficando cruzadas nele. Ele começa a beijar-me no pescoço, a beijar-me perto do peito e a colocar as mãos sobre a minha camisola mais precisamente no fundo das minhas costas mas em forma de resposta de resposta, eu beijo-o intensamente, depois tornaram-se numa série de beijos seguidos cada vez mais cheios de emoção, mais cheios de tudo, as mãos começam a subir até ao meu soutien, o seu toque ainda me fazia arrepiar e fazia-me perder toda a decência, antes dele o fazer, tiro-lhe a t-shirt e ele faz o mesmo, volta a centrar-se no meu soutien, já estava quase a fazê-lo quando me sussurra:
- Te amo mujer de mi vida!- Foi aí que perdi todo o medo e vergonha que tinha por causa da mãe dele estar em casa e nós estarmos quase, quase a amar-nos no auge voaram, aliás acho que só a ideia de fazermos amor com a porta aberta e com o perigo da mãe dele aparecer a qualquer altura só nos fazia aumentar o desejo, claro que a senhora devia saber que ele não era virgem, afinal é pouco provável que com 24 anos o mesmo acontecesse, e como notei que eles eram muito próximos, por isso era mais que normal que ela soubesse que já o tinha feito antes e como desconfiou logo que interrompeu o nosso momento não havia tanto medo, aliás só vergonha. Ele despiu o meu soutien e eu colei os nossos corpos mas antes disse-lhe:
-O que estamos a fazer é tão perigoso!- Ele encosta os nossos lábios, num beijo rápido e depois responde:
-O perigo dá-lhe um gosto especial!- Beijou-me e levou as mãos até às minhas calças e com a minha ajuda acaba por despi-las a uma velocidade que nem eu com pressa nunca consegui! O perigo realmente estava a fazer aumentar a vontade louca de nos amarmos. Quando estou a desapertar as calças dele, com a mão no botão, eis que oiço a mãe dele á porta no quarto perguntar:
-Meninos onde vamos almoçar? – Assim que oiço isto saiu do colo dele e deito-me no chão a tentar vestir-me o mais rápido que conseguia e ele levanta-se sem t-shirt e com o fôlego ainda ofegante, acho que um pouco em inconsciência e responde:
-Mãe?- Ele entendeu que aquela palavra foi dita em português e logo emenda. – Madre? Que haces aquí? – A mãe começa a gargalhar e eu embora escondida respondo:
-Vamos ya, doña. Espera sólo un poquito en la sala, por favor. (Traduzido: Vamos já dona. Espere só um pouco na sala por favor). – Respondi também ofegante.
- Siento interrumpir. Otra vez. – A senhora tapou os olhos mas antes sorriu, ia encaminhar-se para a sala quando o meu amor responde:
- No tiene madre mal, ver la televisión un poco en la sala de estar que tenemos con usted. Quieren tomar las mujeres de mi vida a un sitio muy especial (Traduzido: Não tem mal mãe, veja um pouco de televisão na sala que já vamos ter consigo. Quero levar as mulheres da minha vida a um sítio muito especial) – Embora eu já estivesse a vestir-me para ir ter com a mãe dele, já tinha o soutien e a camisola vestidas, só me faltava calçar e vestir as calças quando o Nico volta para junto de mim, e volta a despir-me a camisola novamente, começa a beijar-me entre o pescoço e o umbigo, o que me fazia arrepiar, levou as mãos até ao meu soutien para o retirar, posso dizer que foi um misto de sentimentos, por um lado era querido mas por outro lado exigia esforço, exigia um pouco de “violência” e “pressa” em fazê-lo, o meu coração batia fortemente e o seu coração batia do mesmo modo, totalmente descompensado. Despi-lhe as calças freneticamente, mas antes vou até á porta de gatas, com ele a seguir-me para a fechar, mas sem me dar muitas hipóteses, tinha demasiada vergonha para ser descarada e estar a viver aquele momento ali descaradamente, visto que a mãe dele podia entrar a qualquer momento. Fechei a porta e fomos para cima da cama, o chão era demasiado duro e a cama era demasiado espaçosa para nós, quer dizer, com tantos movimentos que nós vivíamos era bem normal, num ápice estava em lingerie e ele em boxers, o calor era a temperatura que dominava aquele quarto, era os nossos corpos, a nossa transpiração, o nosso amor, mas não conseguia viver o momento ao máximo, a mãe dele estava na mesma casa que nós á nossa espera. Está já ele a fazer descer a última peça de roupa que cobria o meu corpo quando eu separo os nossos corpos, coloco a mão sobre os seus lábios e separo-os dizendo:
-Amor, é demasiado arriscado fazermos com a tua mãe cá em casa e ela está á nossa espera. – Disse ofegantemente.
-Eu gosto do sabor ao perigo!- Beijou-me.- Mas se a minha mulher linda não quer não o fazemos. Mas não escapas!- Beijei-o e levantamo-nos da cama, vestimo-nos e fomos de mãos dadas até á sala, onde a mãe dele nos esperava. Depois fomos de carro até ao local que ele quis manter em segredo até chegarmos lá, por muita insistência minha e da senhora dona mãe dele, isto porque me recusei a chamar de sogra, o retratado das sogras malvadas não se adequava de todo a ela.

Como correrá o almoço entre os três? Onde será o almoço?
Como reagirá a mãe dele depois de quase os ter apanhado duas vezes? Será que vão gostar uma da outra?