Em
forma de agradecimento por tudo o que a Ana Santos, fez, faz e fará queria
dedicar-lhe este capítulo, foi graças a ela que conheci este mundo apaixonante
das fanfics, foi graças a ela que tenho os meus blogues e as minhas fics, foi
graças a ela que conheci novas amizades e me apaixonei por este mundo. Ganhei
uma amizade, aliás ganhei várias, apaixonei-me ainda mais pela escrita e claro
aprendi tudo, e com ajuda dela posso aprender ainda mais. OBRIGADA POR TUDO! És
uma amiga que me deste muito, inclusive outras amigas como a Diana Martins e a
Beatriz Almeida! Beijinhos J Adoro vocês <3
“Eu gosto do
sabor a perigo”
-Ai Meu Deus! – Exclamei super
preocupada enquanto me vestia. Bolas! Não estava á espera de conhecer a minha
sogra, nunca falaram muito bem delas e além disso não era a forma mais acertada
para conhecer a mulher responsável por colocar no mundo o meu homem, o meu namorado.
Vesti-me a um velocidade incrível, o que parece mentira porque demoro sempre
imenso tempo a vestir-me, e lembrei-me de fingir que estava a dormir no quarto
dele. Não me ia esconder nem pensar nisso mas não ia fazer com que a senhora
pensasse que eramos alguns tarados e ficasse a pensar que eu era uma daquelas
raparigas que só pensa nisso. A camisola acabou por ficar ao contrário,
deitei-me debaixo das mantas que estavam algo enroladas e fora do sítio, eu e
ele mexemo-nos tanto que estava tudo fora do sítio. A minha sogra respondeu ao
meu namorado:
-Nicolás!- Exclamou algo irritada. – Isso são modos de cumprimentares a tua
mãe?- Não aguentei e comecei-me a rir, mas baixinho para não me ouvirem.
Depois só oiço eles a cumprimentarem-se e ele responder:
-Desculpa mãe, não estava á espera da tua
visita!- Tinha quase a certeza que estava tão corado como eu, que estava
super envergonhada e fazia todos os esforços para não me rir, afinal eu deveria
estar a dormir.
-Deixaste os bons modos na Argentina meu
menino! – Não me contive e sorri. – Não
convidas a tua própria mãe a entrar para tua casa?- Entraram para dentro de
casa e ouvi o aproximar deles mas foi em direção á sala, onde se sentaram e eu
rezei para não se lembrarem de virem ao quarto.
-Desculpa. Os meus
modos continuam todos aqui, simplesmente não consigo ter reação não estava á
espera de te ver. – Sentaram-se
no sofá e começaram a falar espanhol, o que fazia com que muitas vezes eu não
entendesse mas cada vez que falavam devagar eu entendia, e falavam de coisas
banais, como a família, a distância, as saudades. Até que a minha sogra
surpreende:
-E onde está a
minha nora? –
Gelei e só rezava para o Nicolás não dizer que estava no quarto.
-Qual nora mãe?- Queria enganar a mãe
mas isso é quase missão impossível, mas rezava para que ela acreditasse.
-Não me enganas
porque não acredito, já são 24 anos disto Nico! Estás com um sorriso parvo na
cara desde que cheguei e estás atento a tudo o que se passa, o que me faz
acreditar que ela está cá em casa. –
Falou com um espanhol bastante calmo e fácil de entender, conseguia entender
tudo da conversa, o que fez com que me encolhesse ainda mais na cama na
tentativa de me tornar invisível (quase) para a minha sogra não me ver.
-Posso ter saudades
da minha mãezinha? Sabes que te adoro? – Começou-lhe a dar imensos beijinhos na face, ai que
engraxador pensei para comigo mesma! Hás-de ter um filho como tu, aí vais ver
como é!
-Ai filho tu não mudas mesmo com a idade! Achas
mesmo que nasci ontem? Já tive a tua idade, sei como são as coisas. Entrei na altura errada, notei pela tua
respiração, e pela tua maneira de estar e porque estás com o cabelo todo em pé.
– Gargalhou.- Ou estavam a fazer
aquilo que eu estou a pensar ou estavam lá quase. – Corei! Como é possível
ela acertar em tudo?
-Mãe!- Disse ele. – Até podíamos estar a tratar do aumento demográfico mas isso não era
assunto para falar com a minha mãezinha! Não por acaso estávamos a ver
televisão no quarto bem juntinhos.- Não, Nico! Inventaste a desculpa
errada, eu estou deitada a dormir, logo deveríamos estar a dormir e não a ver
televisão…
-Já te conheço bem
meu filho! Vamos lá á procura da Bela Adormecida!- Levantou-se e começou a andar
pela casa á minha procura, o Nicolás corria atrás da senhora, escondi-me ao
máximo nas mantas, deixando apenas a parte de cima da cabeça de fora, até a
boca tapei para o caso de ter vontade de me rir, mas para me controlar penso
nalgo sério que não me dava minimamente vontade de sorrir. Aconcheguei-me nas
mantas e no meu próprio corpo e fecho os olhos. Ela chega á porta do quarto e
depara-se com a situação, eu estava a dormir pacificamente. Pararam os dois á
porta do quarto e a minha sogra perguntou ao filho:
-Como se chama a tua namorada?
-Rita, mas ela não
é argentina como nós mãe, a minha pequena é portuguesa.
-Vai ser complicado
falar com ela, porque não sei falar português. Ela sabe falar espanhol?
-Entende bem e sabe
dizer algumas coisas, mas agora vamos lá embora que a minha rainha está a
dormir muito bem mãe.
-Nem penses nisso
Nico, eu quero conhecê-la. –
O Nico sentou-se ao meu lado e começou a fazer-me festinhas na cara. A minha
sogra, cujo nome ainda desconheço, baixou-se para ficar frente a frente comigo,
e começou a mexer-me no braço bruscamente até não conseguir mais fingir que
dormia, voltei-me para o lado do Nico e disse, fazendo ainda de conta que
dormia:
-Nicolás, só mais um bocadinho é cedo! –
Ele deu-me um beijo na bochecha e não aguentei em sorrir. A mãe perguntou-lhe:
-Filho que é que a
Rita disse? –
Perguntou mexendo-me na anca de modo a balançar-me para acordar.
-Disse para eu deixá-la dormir mais um
pouco. – Deu-me um beijo rápido nos lábios. – Princesa, não fui eu, foi a minha mãe meu amor. – Dei um salto na
cama que me colocou logo sentada e perguntei muito admirada:
-A tua mãe?- O Nicolás não aguentou e
ria-se muito animado, a mãe seguia-o e eu estava corada que nem um tomate, ou
como uma naba saloia como já me disseram. Escondi a minha cabeça debaixo das
mantas, e o Nicolás destapa-me a cara e dá-me um beijo no canto dos lábios que
me faz estremecer por completo, com ele vivia tudo junto, sentia-me como se me
estivesse a apaixonar pela primeira vez, como se cada beijo fosse o primeiro,
como se ele fosse o meu primeiro namorado e tudo aquilo fosse uma revolução na
minha vida, ele fazia-me sonhar, fazia-me sonhar e acreditar num mundo só nosso
e com ele só via um mundo perfeito, só via um nós e até já vi-a o nosso futuro.
Os nossos filhos, o nosso casamento, tudo mesmo, parecia incrível como aquele
homem revolucionou a minha vida e deu um toque “só dele” á minha vida, ele
tirou-me o lado mais racional que o fiz desenvolver com o passar do tempo, e
construir aquele “muro” sentimental que fiz construir e criar em minha volta
para me magoar, por ele eu destrui grande parte dele e estou disposta a fazê-lo
cair de todo e a entregar-me a ele completamente, a amá-lo como se não houvesse
amanhã ou aliás como houvesse um amanhã que fosse só mesmo nós os dois e os
nossos filhos, o nosso futuro! Não aguentei aquele beijo e sussurrei-lhe ao
ouvido:
-Te quiero mucho hombre
de mi vida! – Foi
a primeira vez que chamei um homem de homem da minha vida (e espero que
última!), talvez fosse um passo maior que a perna mas eu sentia cada vez tudo o
que sempre sonhei, ele completava-me de uma forma irreal, de um modo louco e
irracional, fazia soltar o meu lado mais romântico, o meu lado mais mulher, sou
jovem mas sentia que era com ele que iria construir a minha vida perfeita, a
vida com que sempre sonhei, e não, pela primeira vez eu não tinha medo de
cometer loucuras por amor, não tinha medo de dizer o quanto ele era importante
para mim.
Ele
deita-se sobre mim e eu coloco as minhas mãos no seu pescoço, queria distância
para não irmos mais além do que estávamos, eu sei que nenhum de nós tinha auto-controlo quando estávamos juntos por isso queria pelo menos tentar tem um
pouco de decência quando a mãe dele estava por perto, mas assim que ficamos
assim, a mãe dele levanta-se e vai embora do quarto dizendo:
-Voy a ver la casa, está a gusto!- Estava a dizer isto já a sair do
quarto e claro que ele vai para o meu lado e beija-me de uma forma louca, cheia
de desejo e cheia de amor, mas calmo o suficiente para manter os nossos
corações quentes o suficiente. A minha mão viajou até ao seu rosto, era macio
mas ao mesmo tempo digno de homem, coloquei a mão sobre o seu peito e reparei
que batia a um ritmo alucinante, ao mesmo ritmo que o meu.
O
beijo tornou-se numa série de beijos e momentos realmente apaixonantes, tornou-se
nalgo ainda mais mágico, mais nosso, demos tantas voltas na cama que acabamos
deitados no chão, ele com as costas no chão e eu estava sobre ele, sentada
sobre a sua cintura e ele leva as mãos até ao fundo da minhas costas e
senta-se, mas não me deixa levantar-me, coloco as minhas pernas sobre o seu
corpo e entrelaço-as, ficando cruzadas nele. Ele começa a beijar-me no pescoço,
a beijar-me perto do peito e a colocar as mãos sobre a minha camisola mais
precisamente no fundo das minhas costas mas em forma de resposta de resposta,
eu beijo-o intensamente, depois tornaram-se numa série de beijos seguidos cada
vez mais cheios de emoção, mais cheios de tudo, as mãos começam a subir até ao
meu soutien, o seu toque ainda me fazia arrepiar e fazia-me perder toda a
decência, antes dele o fazer, tiro-lhe a t-shirt e ele faz o mesmo, volta a
centrar-se no meu soutien, já estava quase a fazê-lo quando me sussurra:
- Te amo
mujer de mi vida!- Foi
aí que perdi todo o medo e vergonha que tinha por causa da mãe dele estar em
casa e nós estarmos quase, quase a amar-nos no auge voaram, aliás acho que só a
ideia de fazermos amor com a porta aberta e com o perigo da mãe dele aparecer a
qualquer altura só nos fazia aumentar o desejo, claro que a senhora devia saber
que ele não era virgem, afinal é pouco provável que com 24 anos o mesmo
acontecesse, e como notei que eles eram muito próximos, por isso era mais que
normal que ela soubesse que já o tinha feito antes e como desconfiou logo que
interrompeu o nosso momento não havia tanto medo, aliás só vergonha. Ele despiu
o meu soutien e eu colei os nossos corpos mas antes disse-lhe:
-O que estamos a fazer é tão perigoso!-
Ele encosta os nossos lábios, num beijo rápido e depois responde:
-O perigo dá-lhe um gosto especial!- Beijou-me
e levou as mãos até às minhas calças e com a minha ajuda acaba por despi-las a
uma velocidade que nem eu com pressa nunca consegui! O perigo realmente estava
a fazer aumentar a vontade louca de nos amarmos. Quando estou a desapertar as
calças dele, com a mão no botão, eis que oiço a mãe dele á porta no quarto
perguntar:
-Meninos onde vamos almoçar? – Assim que
oiço isto saiu do colo dele e deito-me no chão a tentar vestir-me o mais rápido
que conseguia e ele levanta-se sem t-shirt e com o fôlego ainda ofegante, acho
que um pouco em inconsciência e responde:
-Mãe?- Ele entendeu que aquela palavra
foi dita em português e logo emenda. – Madre?
Que haces aquí? –
A mãe começa a gargalhar e eu embora escondida respondo:
-Vamos ya, doña. Espera sólo un poquito en la sala, por
favor. (Traduzido: Vamos
já dona. Espere só um pouco na sala por favor). – Respondi também ofegante.
- Siento
interrumpir. Otra vez. –
A senhora tapou os olhos mas antes sorriu, ia encaminhar-se para a sala quando
o meu amor responde:
- No tiene madre mal, ver la televisión un poco en la
sala de estar que tenemos con usted. Quieren tomar las
mujeres de mi vida a un sitio muy especial (Traduzido: Não tem mal mãe, veja um pouco de
televisão na sala que já vamos ter consigo. Quero levar as mulheres da minha
vida a um sítio muito especial) – Embora eu já estivesse a vestir-me para ir
ter com a mãe dele, já tinha o soutien e a camisola vestidas, só me faltava
calçar e vestir as calças quando o Nico volta para junto de mim, e volta a
despir-me a camisola novamente, começa a beijar-me entre o pescoço e o umbigo,
o que me fazia arrepiar, levou as mãos até ao meu soutien para o retirar, posso
dizer que foi um misto de sentimentos, por um lado era querido mas por outro
lado exigia esforço, exigia um pouco de “violência” e “pressa” em fazê-lo, o
meu coração batia fortemente e o seu coração batia do mesmo modo, totalmente
descompensado. Despi-lhe as calças freneticamente, mas antes vou até á porta de
gatas, com ele a seguir-me para a fechar, mas sem me dar muitas hipóteses,
tinha demasiada vergonha para ser descarada e estar a viver aquele momento ali
descaradamente, visto que a mãe dele podia entrar a qualquer momento. Fechei a
porta e fomos para cima da cama, o chão era demasiado duro e a cama era
demasiado espaçosa para nós, quer dizer, com tantos movimentos que nós vivíamos
era bem normal, num ápice estava em lingerie e ele em boxers, o calor era a
temperatura que dominava aquele quarto, era os nossos corpos, a nossa
transpiração, o nosso amor, mas não conseguia viver o momento ao máximo, a mãe
dele estava na mesma casa que nós á nossa espera. Está já ele a fazer descer a
última peça de roupa que cobria o meu corpo quando eu separo os nossos corpos,
coloco a mão sobre os seus lábios e separo-os dizendo:
-Amor, é demasiado arriscado fazermos com a
tua mãe cá em casa e ela está á nossa espera. – Disse ofegantemente.
-Eu gosto do sabor
ao perigo!- Beijou-me.- Mas se a minha mulher linda não quer não o
fazemos. Mas não escapas!- Beijei-o e levantamo-nos da cama, vestimo-nos e
fomos de mãos dadas até á sala, onde a mãe dele nos esperava. Depois fomos de
carro até ao local que ele quis manter em segredo até chegarmos lá, por muita
insistência minha e da senhora dona mãe dele, isto porque me recusei a chamar
de sogra, o retratado das sogras malvadas não se adequava de todo a ela.
Como
correrá o almoço entre os três? Onde será o almoço?
Como
reagirá a mãe dele depois de quase os ter apanhado duas vezes? Será que vão
gostar uma da outra?


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