sábado, 15 de dezembro de 2012

Capítulo 15: “Estamos ligados de uma maneira ou de outra Part 2”


Olá minhas lindas :) 
Aqui tem a publicação de mais uma parte desta história, que me apaixona mais a cada capítulo que escrevo e cada vez que penso nele e por isso decidi fazer um convite á Maria Almeida, autora em parceria comigo de Quando  Menos Esperares, espero que gostem e que deixem aqui algum feedback porque é sempre importante saber as vossas opiniões, inclusivé neste capítulos de uma nova aventura e experimentação. Beijinhos e espero que gostem! Maria Almeida & Rita Carvalho

Ele conhecia-me, já não valia a pena tentar esconder nada do meu príncipe pois ele sabia sempre quando a sua princesa estava com medo, com receio de algo, ou simplesmente quando algo não estava bem. Ele era realmente o homem que eu queria comigo até ao resto da minha vida. Decidi contar-lhe o que me passava pela cabeça, afinal tal como ele tinha dito, éramos companheiros e se ele me amava como eu a ele, teria que me perceber e entender, mas não ia ser ali:
-Falamos em tua casa sim meu amor? É um assunto meu e prefiro dizer-to num sítio mais privado.
-Claro minha rainha, claro que sim mas foi algo que eu fiz? – Disse olhando-me preocupado- Por favor diz-me que não, jamais me perdoaria.
-Claro que não amor- disse aproximando-me dele e fazendo-lhe uma caricia na cara- Não tens nada que e preocupar tu a mim só provocas felicidade!
- Ainda bem meu bem e pretendo provocar-te felicidade até ao fim dos nosso dias, sim porque vamos acabar juntos- Disse fazendo aquele sorriso tão perfeito que eu tanto amava. -Sorri timidamente.
- Sim Nico também acredito nisso, encontrei o meu rei- disse eu. Senti que os meus olhos brilhavam, eu amava tanto aquele homem e só a ideia de o perder custava-me um aperto enorme no peito. Fui então buscar aquilo que me faltava que era o meu telemóvel, peguei nele e corri para o carro, estava cheia de frio! Pedi ao meu amor para ligar o aquecimento e ele assim o fez mas não dispensou aquele sorriso que fazia sempre que eu tinha frio. Estava dentro do carro quando ouvi o meu telemóvel tocar no fundo da minha carteira, foi uma batalha para o encontrar mas lá consegui e era uma chamada de uma pessoa que eu não estava a espera mas que me fez sorrir imenso:

#ChamadaOn:
-Mariaaaaaa minha linda como estás? A que honra devo esta chamada? Ainda há uns tempos me lembrei de ti por causa do espanhol acho que tens que vir aqui a Lisboa dar-me umas explicações. – Disse rindo. O Nico olhava-me confuso mas fiz sinal a dizer que depois explicava.
- Eu? Anda cá tu que o caminho é o mesmo – disse ela rindo-se. Aquela rapariga tinha sempre resposta na ponta da língua era incrível- Mas pronto liguei porque já não falamos há muito tempo e eu já tenho saudades e novidades também
- Novidades? Não és a única Mariazinha, também tenho umas novidades para te contar.- disse olhando para o Nico que conduzia calmamente.
- Então prepara-te porque não vais acreditar no que te vou contar. – disse ela
- Vindo de ti, mulher do Norte nada me admira rapariga. – Disse dando uma gargalhada- Mas mal acabes de contar a tua história eu conto a minha combinado?
- Combinado minha lisboeta preferida – disse ouvindo também uma gargalhada. Eu e a Maria tínhamos conhecido numas férias enquanto éramos pequenas e desde ai que tínhamos criado um amizade muito bonita, apesar a distância ela era das poucas pessoas a que eu confiava as minhas coisas e sei que apesar de tudo podia confia nela a 100%.
Ela contou-me a história dela e se eu soubesse tinha voltado atrás e não tinha dito que ela me surpreendia, ela realmente deixou-me de queixo caído! Ela namorava com o JAMES RODRIGUEZ! O FAMOSO JAMES RODRIGUEZ JOGADOR DO FUTEBOL CLUBE DO PORTO! Fiquei parva, porque para além de ela namorar com um famoso ele era jogador de futebol tal como o meu Príncipe e por acaso eram de clubes rivais! Contei-lhe também da minha história como o Nico na qual ele participava, dizendo os pormenores que eu me esquecia.
- E pronto é o destino só pode – Disse ela – Como é que é possível? É que são os dois jogadores da bola pah!
- A quem o dizes Mariazita, mas sempre fomos assim sempre em sintonia uma com a outra. – Disse eu sorrindo
- É verdade amor é verdade, tenho que ir ai a Lisboa e tu cá ao Porto temos que ter um jantar os 4 mas não no restaurante do James ainda mato a empregada.- disse ela falando de uma tal de Tânia que penso ter beijado o James em frente a ela, sinceramente nem sei como é que ela não a matou, ela tinha um temperamento Jesus!
- Sim princesa, temos mesmo!
- Mas vá não chateio mais os pombinhos portar bem beijos grandes aos dois! – E desligou.
- Meu Deus 1 hora ao telemóvel! Ainda estamos a andar? – Perguntei espantada.
- Não minha vida, eu já parei o carro há muito tempo mas estavas ai tão entretida com a tua amiga que eu nem disse nada e como é óbvio não ia deixar a minha rainha sozinha dentro do carro.- Disse ele dando-me um suave beijo nos lábios.
- Que querido que o meu amor é, sabes o que mereces? Um beijo muito, muito grande.- E beijei-o, beijei-o como se fosse o último. O meu corpo dizia que o queria, as mãos deles já estavam na minha cintura, da cintura passaram para de baixo da camisola e no momento em que ele me ia desapertar o soutien fi-lo parar:
- Pára Nico. – disse ofegante
- Mas fiz alguma coisa meu amor, magoei-te? Arrependes-te da primeira vez comigo e não queres mais é isso?
- Não tonto óbvio que não, eu tenho a certeza daquilo que fiz, és o homem que amo, és a minha vida, a razão do meu sorriso e jamais me vou arrepender mas …
- Mas o que namorada? – Disse preocupado. Decidi então abrir-lhe o coração e dizer o medo que tinha.
- Eu amo-te mais do que tudo e a minha primeira vez foi perfeito mas doeu amor, doeu tanto e eu não quero que doa mais – dito isto baixei a cabeça com a vergonha, tinha medo de o encarar depois de lhe ter aberto assim o coração. Ele puxou-me o queixo para cima e beijou-me, um beijo pequeno mas simplesmente perfeito, depois do beijo abraçou-me e fez sinal para me sentar no colo dele. Foi um pouco difícil visto que estávamos no carro mas lá consegui. Depois de estar sentada no colo dele e olhando para baixo ele puxou o meu queixo de novo para cima e olhou-me nos olhos:
- Eu não te queria causar dor minha rainha, nunca na minha vida longe de mim querer-te magoar mas infelizmente a primeira vez é mesmo assim dói, mas sabes o que é bom na primeira vez? É que depois não dói mais depois tens o chamado prazer, eu sei que tens medo e eu nunca te vou obrigar a nada eu jamais faria isso, eu só quero ver-te bem e feliz e ao meu lado sempre e para sempre- E depois deu-me beijinhos em todas as partes da minha cara o que me fez sorrir.
- Obrigada meu príncipe por me fazeres sempre sentir bem, por me amares assim desta maneira obrigada por seres o que és comigo e por seres o que és em mim. – disse dando-lhe um abraço apertado
- De nada minha vida, estarei sempre ao teu lado – Dito isto o Nini salta para o nosso colo e começa a ladrar, eu e ele olhamo-nos e rimos cúmplices. Ele abriu a porta e o Nini saltou para o chão da garagem, eu saiu e ele sai logo atrás de mim, subimos as escadas a rir e no último degrau ele agarrou-me por trás rodou-me e eu fiquei frente a frente com ele, ele beijou-me delicadamente, ao mesmo tempo que o fazia abriu a porta e fomos parar a entrada de casa dele, andávamos mas sem parar de nos beijar, estava mesmo a ver o que ia a acontecer mas não me importei o meu rei tinha-me tirado os medos e eu só tinha que confiar nele. Fomos para ao quarto dele e caímos sobre a sua cama macia e grande, quando já estamos os dois sem camisola e de calças desapertadas a campainha tocou.
- Príncipe olha a campainha disse eu rindo, entre beijos.
- Não, deve ser algum vendedor, estou aqui com a minha razão de viver não quero ser interrompido. - Continuou a beijar-me e quando parecia que tinham parada do tocar voltaram a fazê-lo.
- Paixão, vamos ter até ao resto da vida para estarmos assim, amo-te demasiado para não o fazermos mais por isso acho que é melhor ires abrir a porta. – disse fazendo-lhe uma caricia na cara.
- Oh está bem mas só porque tu pedes meu amor.- Disse fazendo beicinho. Apertou as calças, vestiu a camisola e foi abrir a porta e eis que o meu mundo desabou quando ouvi o que ele disse ao abri-la:
-Mãe?! Disse ele dando um guincho - Que haces aqui?!
A mãe do homem que eu amava estava em casa dele, eu ia conhecer a minha futura sogra e sabem o que dizem sobre as sogras …
- Ai meu Deus!Disse vestindo-me o mais rápido que conseguia

Quer será que irá acontecer neste encontro? 
Será que a Mãe de Nico irá aprovar o namoro destes dois? Ou será que vai arranjar alguma confusão?

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Capítulo 14:“Estamos ligados de uma maneira ou de outra Part 1”


Queria dedicar este capítulo á minha essência, á minha reína, á minha grande, GRANDE amiga, á madrinha do meu Javier, e á mãe do meu afilhado Niquinho J Á minha fonte de inspiração, á minha amiga mais linda de todas! Á minha companheira de conversas loucas mas super interessantes, a tudo e mais um par de botas! Obrigada é uma palavra curta para agradecer tudo! Adoro-vos Beatriz Almeida e Nicolás (Niquinho) Moreno <3 (ela sabe do que falo)! 

Enquanto o beijava pensava em mil e um planos para o surpreender, queria uma surpresa perfeita para ele, que demonstrasse o quanto o amava mas por outro lado uma prenda, por ser como é, por me amar, pelo nosso amor, pelo apoio incondicional que me deu nestes dias. Enfim por tudo o que vivemos até agora e visto que a melhor prova que podemos dar a um homem de amor é o casamento e sim, como é óbvio pensava em casar-me com ele mas antes ainda queria conhecê-lo melhor, apaixonar-me ainda mais, discutirmos até descobrirmos o nosso meio-termo, conhecer a sua família, partilharmos casa juntos e depois os filhos e só depois, depois de muito tempo de namoro, o casamento. Sim, sonho casar-me pela igreja de branco, mas quero que um dos meus filhos leve as alianças e só quero ter filhos após acabar a universidade. Quero ganhar ainda mais maturidade antes de colocar uma criança no mundo, é muita responsabilidade e muito trabalho, claro que vou fazê-lo com todo o amor, afinal é o meu sonho desde sempre: vê-lo crescer dentro de mim, quando nasce, vê-lo crescer, as primeiras palavras, os primeiros passinhos… E sinceramente ainda não sei quais são os planos dele para o futuro, não sei que quer casar se quer ter filhos, e com tão pouco tempo de namoro mais vale darmos tempo ao tempo. Depois de muito pensar lembrei-me: vou dar-lhe um cão! Sim, um cão e podíamos ser os dois os papás e educá-lo em conjunto e assim até era uma desculpa para estar mais tempo com o meu amor. Também pensei dar-lhe um colar ou uma pulseira, pensei num anel mas isso era muito sinal de compromisso e eu deixava na mão do homem essa decisão. Separamos os nossos lábios e ele diz-me:
-Amor tu já me deste as melhores provas de amor que podias dar-me. E não foi só uma: apresentaste-me á tua família e perdeste a virgindade comigo. Para além disso eu vejo no teu olhar o quanto me amas. Posso não te conhecer há muito tempo mas já sei o suficiente para saber que me amas com o teu coração. – Dito isto beijou-me e eu perdia-me na sua boca, perdia-me com o seu toque, com a sua chama, estava perdida mas achada, era uma mistura agridoce de tudo, era uma mixórdia de sentimentos. Sentia-me perdida porque tudo ele me fazia perder no mundo real e me encontrar no mundo perfeito, fazia perder-me entre as pessoas e sonhar, sonhar alto. Sentia-me achada porque era nos braços dele que me sentia bem, parecia que era só nós e o resto do mundo desaparecia. Estava a sonhar, parecia tudo tirado de um sonho, às vezes até me beliscava para sentir que tudo aquilo que vivia era verdadeiro.
-Eu apresentei-te á minha família porque te amo e sei que tu me amas do mesmo modo. Quanto ao perder a virgindade até podes considerar um ato louco mas eu tenho a certeza do que fiz e não me arrependo, tenho a certeza que és o homem perfeito para o ter feito e se corresse mal eu tenho a certeza que irias continuar do meu lado. – Ele aconchegou-me mais entre o seu abraço e beijou-me no pescoço e cruzamos as nossas mãos sobre as suas pernas, olhávamos o horizonte. Mas eu comecei a sentir frio então inverti as nossas posições: fi-lo cruzar as pernas e sentar-se sobre elas, estava no seu colo completamente aconchegada nele, depois encostei a minha cabeça no seu peito/ombro e fiquei a olhá-lo enquanto ele me olhava também. Não precisávamos de palavras para sentir o momento. Eramos só nós e o resto do mundo fugia, eu amava-o loucamente e o sentimento crescia em mim a cada instante, crescia e eu tencionava que continuasse assim, podem pensar que é o “efeito novidade” porque ainda é tudo recente e parece tudo perfeito mas acredito que não, acredito que isto não vai evaporar com o tempo mas sim que o sentimento vai crescer, e cada vez mais tinha a certeza que o amava, como tinha dito á minha avó e como ela duvidou mas eu recusei-me a deixar-me levar pelos seus pensamentos. Ficamos ali a trocar miminhos e trocas de amor envoltos naquela bonita paisagem e neste amor que mais parecia de uma história de encantar quando começo a sentir um sono horrível, um sono que não me deixou avisar o Nicolás do meu sono, só quis dormir, dormir como se não houvesse amanhã e lá acabei por adormecer, envolta no seu corpo e a pensar nele. O Nicolás acabou por me pegar ao colo e levou-me até ao carro assim embora ainda estivéssemos um pouco longe do seu carro, e eu não fosse propriamente leve. Ai o carro fazia-me suspirar (quase) tanto como ele! O Nicolás tinha o carro dos meus sonhos, o carro que ambicionava ter, e na mesma cor que eu também queria: um Nissan Qasqhai Branco. Pousou o meu corpo no banco do pendura e foi até ao banco traseiro onde estava uma pequena manta, voltou para junto de mim e cobriu-me até á cintura com aquela mantinha, deu-me um beijo na testa, fez-me uma festa na bochecha esquerda e sussurrou-me:
-Amo-te pequenina. – Encostou os nossos lábios num beijo rápido que nem deu tempo para matar saudades do seu beijo, só para sentir o doce mas feroz beijo dele, o toque dos seus lábios que era arrepiante e continuou. -Perdonáme! – Mas porque razão é que ele me pediu perdão? Ai Nicolás explica-me porque é que és tão apaixonante por favor que eu juro que não entendo como conseguiram juntar tanto encanto num homem!
Seguiu viagem e eu fui abrindo os olhos aos poucos, e ele não hesitou logo em dizer:
-Não tive coragem para te acordar pequena estavas a dormir tão bem, mas agora tinha mesmo que te acordar para te levar a casa porque prometi aos teus pais. Senão raptava-te para a minha! – Sorri, ele era tão querido, mas tão fofinho!
-Por mim podias-me raptar todos os dias que não me importava e nada!- Corei. Aquele homem ainda me fazia tremer como varas verdes e corar com uma menina pequena. – Depois tinhas era que falar com os meus pais e justificar o porquê de não estar em casa às 4 como combinaram. Queres saber onde moro certo? – Ele acenou positivamente com a cabeça e eu dei-lhe as indicações suficientes. Mas pelo caminho não resisti em perguntar-lhe:
-Amor… - Ele olhou-me rapidamente mas depois teve que colocar novamente os olhos na estrada para ver o caminho e para ter cuidado, afinal ele levava duas vidas nas mãos. – Porque é que há pouco me pediste perdão?
-Pensava que estavas a dormir amor… -colocou a mão sobre a minha mas também rapidamente teve que colocar a mudança no carro e afastar as nossas mãos.
-E estava mas assim que me pegaste ao colo acordei e não tive coragem para abrir os olhos.- Sorrimos. – E fiquei a admirar-te ainda mais de olhos fechados.
-Malandra a minha menina! – Sorrimos cumplicemente – Porque te beijei sem saber se querias um beijo meu e estavas a dormir, pensei eu, e não tinhas como fugir.
-Está bem então amorzão. Não precisas de pedir desculpa por nada podes roubar-me os beijos todos que quiseres que eu sempre os vou crer!
-Então vou roubar-te muitos beijinhos. – Estacionou o carro em frente á minha casa. – E a donzela importa-se que eu a leve a casa para verificar se ficou em porto seguro? – Enquanto saía do carro, ele correu até chegar ao meu lado e estendeu-me a mão como se fosse pedir autorização para me levar e eu fiz um gesto dando permissão que o fizesse, ele beijou-me a mão e eu fiquei pasmada, aquele homem era um príncipe na vida real! 
Fomos até á porta da minha casa e eu abri com as chaves que tinha, entramos e eu vi que os meus pais estavam na cozinha, fui ainda de mãos dadas com o meu namorado (adoro dizer isto!) até junto deles e cumprimentamo-los. O meu pai convidou-nos logo para nos juntarmos á mesa, o Nicolás ainda tinha vergonha mas o sogro fez questão e eu decidi ir ver do meu irmão, fui até ao quarto e encontrei a dormir pacificamente. Com a pouca luz que havia no quarto consegui chegar-me junto dele, dar-lhe um beijo na bochecha e uma festa e sussurrar:
-Boa noite mano!- Mal digo isto sou abraçada pelas costas o que me fez dar um salto, não estava nada á espera mas acabei por descobrir que era o Nico que me gesticulou com os lábios “Perdonáme”, e depois disse um pouco mais alto:
-Um dia vamos ser nós a ter filhos tão lindos como os teus pais! – Voltei-me para ele e abracei-o, um abraço muito sentido, depois dei-lhe a mão e levei-o até á cozinha onde acabamos por comer a ceia. E estava na hora de despedida até que o meu pai surpreendentemente convida-o… Para dormir em nossa casa! Mas claro não dormia na mesma cama que eu, dormia na cama vaga que havia na cama do meu irmão, claro que o Nico aceitou logo e o meu pai ainda lhe ofereceu alguma roupa para ele vestir no dia seguinte. Depois das despedidas de boas noites acabamos por nos ir deitar mas eu não resisto em depois de entender que estava tudo a dormir ir despedir-me nem que fosse dar um beijo como o meu amor merece, levantei-me da minha cama e fui até ao quarto do meu irmão, ajoelhei-me ao lado do Nicolás que dormia pacificamente e muito enroladinho nas mantas e dou-lhe um rápido beijo nos lábios, e sussurro:
-Perdonáme mí rei! – Disse num espanhol envergonhado porque embora gostasse muito desta língua os meus conhecimentos não eram muito vastos e tinha medo de errar.
Fui-me deitar novamente mas decidi pôr despertador, ia pôr a minha surpresa em prática. Dei conta de toda a família sair e de se despedirem de mim e quando vejo que só eu e a minha mãe e que estamos em casa é que me levanto e vou até junto da minha mãe que estava na cozinha e lhe digo:
-Bom dia mãe!- Dei-lhe um beijo na bochecha. – Sei que devia estar a descansar mas eu quero mesmo fazer uma surpresa ao Nicolás e por isso preciso de passar o dia fora mas prometo que volto cedo! Posso mãe, posso? – Comecei a fazer um ar extremamente querido para a minha mãe me autorizar e depois de a ter vou tomar banho, vestir-me e de tomar um pequeno-almoço muito reforçado (foi a única condição que a minha mãe me impôs para puder sair para preparar a surpresa) saí de casa e fui em direção ao canil.
Depois de muito pensar acabo por escolher um pequeno que tinha as vacinas em dia, era bebé e sabia que não crescia muito porque a ideia de ter um cão grande em casa não agradava de todo aos meus pais de certeza, era um dálmata que me parecia perfeito. Não tinha nome logo pude escolher um e como adoro o nome Nicolás e não queria chamar Nico ao meu novo bebé porque por muitas vezes era o que lhe chamavam opto por chamar Nini, um nome carinhoso para o novo bebé da família Carvalho-Gaitán.

Depois de pegar no pequeno vou até a uma loja de animais e compro tudo para o pequenino, mas em duplicado: metade ficaria em casa do Nico e outra metade ficaria na minha casa e o pequeno ficaria muitas vezes em casa de um ou em casa de outro. Depois fui até a uma joelharia e acabei por escolher uma pulseira em prata simples mas perfeita, mandei gravar os nossos dois nomes: Rita e Nicolás, cada um ficaria com o nome do outro. Quando já estava tudo tratado fui o mais rápido possível para o Caixa Futebol Campus, parece que o meu carro ganhou asas. Assim que chego vejo o carro do Nicolás e tenho que pôr o pé no acelerador para o seguir e chegarmos a casa, assim que ele me vê corre até mim e abraça-me, beija-me e faz uma enorme festa como se não me visse á muito tempo, o que era mentira porque estive com ele á poucas horas. De seguida levei-o até ao carro e ia dar-lhe as prendas, estava nervosa, super nervosa, será que ele gostaria?

Será que Nico gostará das surpresas de Rita?
Como será a nova tarefa de cuidarem de Nini? Quais serão as próximas novidades deste casalinho?

domingo, 2 de dezembro de 2012

Capítulo 13: “ Vou provar que te amo!“


Se eu respondesse á minha avó já sabia que ia dizer mais do que realmente devia, eu era direta e não tinha medo de dizer o que me estava na cabeça independentemente da sua idade, tamanho ou feitio e apesar de ser a minha avó e de a amar muito, eu ia responder. Ele podia ter muitos defeitos mas era o homem que eu amava e eu iria dizer-lhe isso mesmo, mas ele faz-me sinal para responder e eu deixo, embora com medo, ele iria ter mais cuidado nas palavras que eu mas tinha medo que a minha avó não gostasse dele depois do que ele dissesse mas confiei nele e deixei-o fazer, de certeza que teria mais atenção que eu com as palavras e o modo com que o fazia:
-Sabe dona Maria.- Sorriu e desviou pouco o seu olhar para o chão, um sorriso envergonhado. – A senhora pode ter toda a razão do mundo por ser baixinho e por não saber falar bem português mas a senhora não devia julgar-me, porque embora tenho defeitos isso não me impede de amar a sua neta e a dar-lhe todo o meu amor. E devia estar mais preocupada com ela que está deitada numa cama de hospital depois de um desmaio e não com o seu namorado, porque embora nos amemos, o mais importante neste momento é ela e só ela. Não eu!- enquanto falava sobre mim apontou para mim e no final apontou sobre o peito e enquanto acabava de falar, referindo-se a si, apontou para o seu peito e quando terminou sentou-se na cadeira que estava no meu lado esquerdo e deu-me a mão e trocamos olhar e a minha avó respondeu:
-Vocês ainda são muito novos para saber o que é amar. – Até podia ser verdade que eramos novos e podíamos não saber o que era amar mas gostávamos demasiado um do outro para desistirmos sem lutar, e o sentimento que nos unia era forte, tão forte que podia perfeitamente ser amar, ser um amor apaixonante, e eu não acreditava muito que a idade influenciasse um sentimento, ou forma de estar na vida e amar era uma forma de viver a vida. Nós eramos maturos o suficiente para saber o que sentíamos e eu estava disposta a viver tudo aquilo e depois de chegar a esta conclusão foi a minha vez de responder:
-Eu gosto muito de ti avó mas tens de compreender que eu gosto dele e é de mim que ele gosta. Podes ter razão podemos ser novos mas para amar não existe idade, existe apenas maturidade e não sei se já entendeste e isso temos nós dois. Gostava de ter o seu apoio mas já vi que não vai acontecer e daqui a uns tempos depois de nos conheceres melhor e ao que nos une vais dar razão.
-Isso é tudo muito bonito, também dizias gostar do Francisco e olha acabou cada um para seu lado. Quero ver se daqui a uns tempos me vais dar razão ou não. – O Nicolás apertou-me a mão mas decidiu não responder e eu respondi.
-Com o tempo veremos quem tem razão. – Dei por concluída a conversa, e a minha avó respondeu-me:
-Bem Rita vou indo que ainda tenho que ir ver da tua tia e dos teus pais. – Aproximou-se de mim e deu-me dois beijos, cada um em sua bochecha e eu retribui tirando as mãos das mantas e eu recompensei-a tocando-lhe na face e respondendo do mesmo modo com beijinhos. Depois o Nicolás levantou-se e deu-lhe dois beijos, cada um em sua face e segredou-lhe algo, mas num tom de voz bastante baixo, talvez para não ouvir, talvez só para ambos saberem o que ele disse. A minha avó foi ter com o meu irmão e despediram-se e ela foi ia em direção á saída para se ir embora e o Nicolás acompanha-a até á porta. Ele senta-se novamente ao meu lado e eu pergunto:
-Osvaldo Nicolás Fabián Gaitán que é que disseste á minha avó?- Eu sabia que ele não tinha feito nada de mal mas era o meu lado curioso a falar e talvez ele não me dissesse, o que era o que eu mais esperava mas acabou por me dizer:
-Prometi-lhe que vos ia demonstrar que te amo. – Deu-me a mão e deu-me um beijo nos lábios sentido e passado alguns segundos oiço uma voz tossir, só podia ser o meu irmão e entre a união nos nossos lábios eu não resisto e começar a sorrir, separo os nossos lábios e pergunto:
-Então maninho que foi? – Olhei para ele que estava quase deitado no sofá e ele olha-me com ar muito admirado e responde:
-Estás a olhar para a pessoa errada, não fui eu que tossi propositadamente, olha para ali. -Apontou para a entrada do quarto onde estava o meu pai e continuou.- Mas já que interrompi o vosso mel aviso já que vou ao bar e á casa de banho, estou a sentir-me a mais. – Dito isto levantou-se e foi para fora do quarto sem cumprimentar ou dizer alguma coisa ao meu pai, sim era ele que tinha tossido propositadamente e que me fez separar os meus lábios e do Nicolás e depois de o meu irmão ir embora diz:
-Vinha só avisar que encontramos a tua avó no caminho e vinha ver se estavas sozinha senão eu ou a tua mãe tínhamos que ficar aqui e não levá-la os dois, mas já vi que estás bem acompanhada e mais não digo. Já voltamos!- Dito isto virou costas e foi embora, o que me fez sorrir a mim e ao meu namorado e voltamo-nos a olhar cumplicemente, claro que voltamo-nos a beijar mais muito mais sentido, era as saudades a falar mas voltamos a ser interrompidos por uma tosse repentina e eu separo os nossos lábios outra vez e respondo:
-Que foi pai? – Mas mal olho vejo que é o meu irmão que responde:
-Vinha só pedir dinheiro mas já vi que estão muito ocupados e que vou morrer de fome.
-Como podes ver fui internada e tiraram-me tudo, lamento.- Mas mal digo isto o Nicolás tira a carteira do bolso traseiro das calças e dá uma nota de 10€ ao meu irmão.
-Puto eu sei que não é muito mas por enquanto dá. Se for preciso mais diz-me que vou buscar dinheiro. – Mas dá a nota o meu irmão agradece e vai embora mas eu digo:
-Não me sinto bem que gastes dinheiro connosco, desta vez desculpo porque é para o Diogo comer mas não quero que se repita e quando chegar os meus pais eles devolvem-te.
-Tontinha não me importo de gastar dinheiro com vocês, se o faço é porque não me importo de o fazer. E não vou aceitar se os teus pais me derem o dinheiro. E se não quiseres eu não gasto dinheiro, prometo. – Dito isto beijou-me, mas um beijo muito intenso e desta vez sem interrupções. E eu sussurro-lhe entre beijos:
-Amo-te meu rei. – E abracei-o.
-Amo-te mí reína. – E deu-me um beijo no canto dos lábios que me fez estremecer o corpo todo e me fez corar, eramos namorados mas ele mexia comigo como se ainda fosse o primeiro dia.
Os dias seguintes passaram a correr e eu tive alta do hospital mas nos dias seguintes tinha de ter muito cuidado e depois de ouvir as mil e uma recomendações dos médicos e enfermeiros fui finalmente até minha casa, mas como era próximo da hora do jantar, e por meu pedido fomos jantar fora, mas um restaurante que tinha curiosidade em provar e assim conhecia a minha família conhecia um pouco mais da cultura do meu homem. Um restaurante de comida argentina, e como havia um bem perto do hospital decidimos ir até lá: La Parrilla, onde passamos bons momentos cheios de conversa e a provarmos diversas especialidades daquele país: empanadas argentinas, o conhecido churrasco argentino, alfagor e os homens ainda comeram um pouco de locro.
 Empanadas argentinas










Depois de terminarmos o jantar decidimos ir até casa, todos queriam que eu descansasse mas eu não estava minimamente cansada, passei 3 dias deitada numa cama e sem me deixarem fazer nada então peço autorização para ficar a passear mais um tempo pelo Parque das Nações com o meu namorado, os meus pais acabam por me dar mas impõe uma condição: teria de estar em casa antes das 4h, o Nicolás prometeu que assim o faríamos. Ainda tentei convencê-lo a irmos até a um bar para nos divertirmos um pouco mas ele não quis e como prometi aos médicos, aos enfermeiros e aos meus pais que teria cuidado acabei por dar razão ao também receio do Nicolás e ficarmos só por um passeio a pé por aquela zona bastante agradável. Depois de andarmos um pouco, sentamo-nos á beira-mar com uma vista deslumbrante.



Sentamo-nos num banquinho junto ao rio e vislumbramos aquela vista extraordinária, estávamos abraçados a olhar para o horizonte e eu pergunto:
-E se não conseguires provar á minha avó que me amas?
-Não te preocupes com isso amor, é importante que a tua avó goste de mim claro mas é ainda mais importante que tu saibas que gosto de ti e isso eu sei que tu sabes.
-Do mesmo modo que eu gosto de ti, do mesmo modo que eu te amo assim deste jeito.- Aconcheguei-me nos seus braços e juntei as minhas pernas ao meu corpo, coisa que fez o Nicolás cobrir o meu corpo dando-lhe mais calor num abraço forte e sentido. – Sabes? Acho que do mesmo modo que tu me provaste que me amas tu também mereces que te prove o que sinto por ti. – Beijei-o e decidi começar a preparar uma surpresa. 
Qual será a surpresa que Rita fará a Nicolás? 
Será que Nico conseguirá provar á avó dela o que sente? Será que a relação vai resultar?


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Capítulos 11&12: "Apresentações Part 2 & Apresentações Part 3"



Depois de dar as indicações suficientes ao Nico chegamos ao local onde o meu irmão treina, não era um estádio nem um grande clube, era um clube que fazia o meu irmão crescer como jogador e como pessoa e isso era o mais importante, para além disso a Escola Geração Benfica estava presente no clube. Não foi difícil arranjar um lugar para estacionar, existia imensos lugares nas redondezas mas para estacionar um carro como aqueles era preferível ser um sítio mais calmo, mais escondido, assim que estacionamos o Nico saiu do carro a correr e abriu-me a porta e eu agradeci-lhe e depois dei-lhe um beijo no rosto, ele olhou-me querendo demonstrar que queria algo mais do que aquele beijo e eu acabei por lhe fazer a vontade e encostei-o á porta da parte do carro e dei-lhe um beijo bem ousado, bem sentido, só porque não sabia quando o podia voltar a dar. Eu ia estar com a minha família e não queria ousar dando-lhe um beijo nos lábios mas sem dúvida alguma que teria mais algumas trocas de carinhos, como um abraço, darmos as mãos… Agarrou-me no fundo das costas e puxou-me contra ele, e eu agarrei-o no peito, eu amava-o e ele também me amava, talvez estivéssemos a ir depressa demais mas eu não queria saber, eu queria-o só para mim, queria viver aquele amor, queria sentir-me segura, queria sentir-me feliz e ele dava-me tudo o que eu precisava de sentir. Assim que separamos os nossos lábios, ele sorriu e eu senti um arrepio no corpo, não pelo seu toque porque esse ainda me fazia corar mas sim porque senti uma corrente de ar, ele separou as nossas mãos que estavam juntas enquanto ele fechava a porta e foi até ao porta-bagagens e tirou um casaco de malha lindo e deu-me, apesar de nos conhecermos á pouco tempo ele já sabia algumas coisas sobre mim, como por exemplo que sou friorenta, eu beijei-o e sussurrei-lhe ao ouvido:
-Muito obrigada Osvaldo!- ele corou e sorriu. Depois respondeu:
-Oh amor não me chames pelo primeiro nome, faz-me sentir mais velho e ainda só tenho 24 anos! – Sorri e respondi:
-Eu também tenho um primeiro nome que não uso mas não te vou dizer: é segredo! – Sorri e coloquei o meu dedo em cima dos lábios, demonstrando que era segredo.
-Diz lá o teu primeiro nome pequenina. Já sabes o meu.
-Na na ni na não. Vais ter de descobrir sozinho príncipe. – Ele fez ar de amuado e eu não resisti e dei-lhe um beijo rápido nos lábios e acrescentei. – Sabes que te amo meu bem.
-Por acaso não sabia mas gosto que me digas! – Ele estava encostado ao carro e eu estava colada a ele a olharmo-nos olhos nos olhos.
-Ando a mimar-te demasiado minha essência. E tu amas-me?
-Amo-te como amo o ar que respiro! – Sorrimos cumplicemente e depois sai de junto do carro e vesti o casaco que ele me tinha emprestado, era grande para mim como é óbvio mas eu desde sempre que adoro usar roupa de homem, que me fique grande, fazia sentir-me segura e acabo por vesti-lo, ficando mais comprido que o meu próprio vestido. A sorte do casaco é que era preto e ficava bem com o vestido. Mas assim que me viro dou de costas com aquele local, aquele local que eu não gostava… Quer dizer não era bem gostar, simplesmente já passei um dos momentos mais infelizes mas também momentos muito felizes, o Nico estava de mãos dadas comigo e eu abri a boca pasmada, parece que caiu algo muito pesado sobre mim e aperto a mão do Nicolás, ele abraça-me, fez-me sentir ainda mais nas nuvens, eu precisava de um ombro amigo ou do apoio e segurança do meu namorado e ele mesmo sem dizer nada sentiu e deu-me. Aconcheguei-me e ficamos assim durante segundos e ele falou:
-Príncipe obrigada por seres o homem que preciso!- continuei aconchegada nos seus braços, ele respirou fundo e deu-me ainda mais calma, e mais segurança. Ficamos assim durante algum tempo mas depois ele pergunta:
-Amor queres explicar porque ficaste neste estado depois de veres este lugar?
-Acho que não vais querer saber o porquê.
-Só contas se quiseres, não te vou obrigar. Mas acho que se desabafares te sentirás melhor.
-Tens razão mas tenho medo de não me quereres ouvir ou de preferires que não fale sobre o assunto. – Ele separou-nos e deu-me um beijo no rosto, sentou-se á beira do passeio e eu sentei-me ao lado dele, estiquei as minhas pernas e queria encostar a minha cabeça ao seu ombro mas não resisti a olhar-lhe olhos nos olhos, o dia estava a tornar-se noite e os seus olhos eram lindos, ficavam ainda mais de noite, ele olhou-me novamente e eu senti-me corar, aquele homem ainda me fazia corar mesmo depois de namorarmos.
Ficamos assim durante algum tempo mas eu decidi encostar a cabeça ao seu ombro e ele fala:
-Eu quero sempre ouvir a minha namorada, quero e vou sempre querer. Tudo o que te diz respeito também me diz a mim, quer seja do passado, como do presente ou futuro. Eu amo-te e esse sentimento une-nos em todos os sentidos. – Fiquei sem saber o que responder. Mas decidi contar a história daquele lugar:
-Nem todos os homens são perfeitos como tu. Foi naquele local que comecei a namorar com o Francisco. – Sentiu-o encolher e eu não queria voltar a falar mas ele colocou a mão sobre as minhas costas agarrando depois a minha anca. Aí senti-me melhor e continuei a falar. – Eu comecei a namorar com o Francisco e as nos primeiros dias parecia tudo um sonho mas ele começou a tratar-me mal, a fazer-me sentir mal. Humilhava-me e eu deixava, porque amava-o e deixava que tudo acontecesse. Quando fazíamos 3 meses de namoro e farta de tudo o que ele me fazia sentir vim ter aqui com ele e disse tudo o que tinha a dizer, estava farta de sofrer e de ser mandada abaixo, farta de ser humilhada e maltratada. Ele ficou chateado e fez-me sentir a pior pessoa á face da Terra chamou-me imensos nomes e eu senti-me ainda pior. Chorei tanto e sofri tanto e tenho medo no fundo que tu faças o mesmo comigo. – Sentei-me no colo dele e ele aconchegou-me, deu-me um beijinho no nariz e respondeu olhando em frente, e eu olhando para ele, deliciando-me com cada traço daquele homem:
-Eu nunca te faria isso e se ele te fez é porque nunca te amou desculpa ser tão direto mas é verdade. Se ele fosse um ser humano decente não te fazia sentir mal, fazia sentir-te bem, fazia amar-te loucamente mas também te amava do mesmo modo, fazia sonhar-te mas sonhava também. Fazia sentir-te a mulher mais feliz do mundo. Dava-te o mundo se fosse preciso.
-Obrigada por seres perfeito meu bem, por me dizeres coisas lindas e perfeitas que me fazem sonhar mas mais importante: por me fazeres sentir amada e por demonstrares o que dizes sentir por mim. – Abracei-o e de seguida beijamo-nos. Mas entretanto vi o meu irmão do outro lado da rua, corri até ele e puxei o meu namorado até ele, apresentei-os mas meio a correr, o pequeno já estava atrasado para o treino e acho que não entendeu bem quem era o Nicolás, quem era o meu namorado que por acaso era o meu ídolo. Avistei os meus pais a aproximarem-se e senti que o Nicolás ficar envergonhado, apertei-lhe a mão e sussurrei:
-Vai tudo correr bem perfeição! – Ele sorriu e num instante chegaram os meus pais, cumprimentamo-los e fomos até ao treino, apresentei o Nico ao grupo todo de familiares dos outros colegas de equipa do meu irmão, por sorte não eram muitos mas mal o reconheceram começaram a fazer perguntas e respondemos com toda a naturalidade. Algumas mães elogiaram o meu vestido e o modo particular em que estava: para além de apaixonada estava bem-disposta e feliz e o Nicolás estava na mesma, apesar de mal o conhecerem (só conheciam dos jogos, dos treinos e de tudo o que eu tinha partilhado que sabia sobre ele!) sabiam que ele estava feliz e apaixonado ao meu lado. Houve um pai que me deixou mesmo sem jeito, disse-lhe que eu era fã número 1 dele e que sabia tudo a seu respeito, corei e fiquei da cor do meu vestido, era verdade mas não queria que ele soubesse disso. Tentei esconder-me mas ele abraçou-me e deu-me a mão, senti a minha vergonha ir embora. Entre muitas brincadeiras lá acabou a hora do treino e estava na hora do tão temido jantar. Levanto-me para sair das bancadas mas sinto uma quebra de tensão enorme e não tenho onde me segurar ou arranjar forças, desmaio mas acordo minutos depois deitada com todas as pessoas que estavam sobre aquela bancada ao meu redor mas as mais próximas eram sem dúvida o Nicolás, os meus pais e o meu irmão. Eles estavam em pânico! Abri vagarosamente os olhos e senti o meu pai pegar-me ao colo e levar-me até ao carro e irmos a caminho do hospital. Estraguei aquela noite, eu não fiz por mal, eu queria que tudo corresse perfeito mas foi longe disso. Ia no banco de trás com o Nicolás do meu lado esquerdo, a minha mãe do lado direito e o meu irmão e pai na parte da frente do carro, íamos a caminho do Hospital e nem valia a pena reclamar que não era preciso, estava rodeada de teimosos e não iria ganhar. Num instante chegamos lá e estava na hora de verem o que se tinha passado comigo e de verem se estava realmente bem

Como correrá o final de noite no hospital?
Será que vai recuperar bem? O que se terá passado para Rita ter desmaiado?

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Apresentações Part3 


A viagem curta até ao carro dos meus pais foi passada a vomitar e com a minha mãe em pânico, o Nicolás não me largava e o meu irmão nem conseguia olhar para mim, estava super preocupado. O meu pai só via um único objetivo: levar-me ao hospital. Vomitei no curto caminho até ao carro uma série de vezes e a minha cabeça doía, sabia que o mais acertado era ir ao hospital mas sinceramente não queria, tinha esperança que tudo passasse e não queria estragar o dia de aniversário da minha avó e tinha esperança que fosse apenas mais um desmaio mas acabei por aceitar a decisão. Já no carro, o meu pai acelerou como nunca o vi fazer e a minha mãe quis deitar-me sobre as suas pernas mas eu encostei-me ao meu namorado, coloquei a minha cabeça sobre o ombro e ele colocou a sua mão na minha anca e fazia-me festas na cara, ele estava tão ou mais preocupado que a minha família. O seu coração batia a um ritmo alucinante, batia fortemente e eu senti pelo seu corpo que tremia, por isso decidi dar a mão a minha mãe que fazia força sobre ela.

Durante a viagem ainda paramos algumas vezes para eu vomitar, numa delas o Nicolás saiu do carro comigo, agarrou-me no cabelo e ficou sempre do meu lado, limpou-me a boca e depois de entrarmos novamente no carro deu-me uma garrafa de água que até estava na minha mala, isto ainda se repetiu algumas vezes o que dificultou a tarefa do meu pai: chegar o mais depressa possível ao hospital. Como o serviço público é demasiado lento e dispendioso comparado com a privada, a minha mãe insistiu que fossemos até ao hospital mais próximo: CUF Descobertas, onde por acaso já estive internada pelos meus motivos, infelizmente não foi a primeira vez que desmaiei. Enquanto a minha mãe tratava da minha inscrição fui com os meus homens para a sala de espera, o meu irmão foi comprar qualquer coisa para eu comer, afinal tinha vomitado tudo o que comi hoje e estar de estômago vazio não ajudava em nada, o meu pai só chateava os médicos e enfermeiros para saber quando era atendida e o Nicolás apenas me pegou ao colo e começou a passear pela sala, tentando que eu me concentrasse apenas nele e não nas dores que sentia ou no que nos rodeava que me fazia assustar ainda mais.










Concentrei-me apenas nele e nos sentimentos que me transmitia, o seu coração abrandou, já não batia tão forte e rapidamente, a respiração já não era ofegante mas já estava num ritmo normal, e ele sussurrava-me palavras que me apaixonavam e que faziam apenas concentrar-me nele:
-Ritinha tu és forte, muito forte e vamos descobrir o que se passou contigo para curarem-te e nunca mais nos separarem. – Eu sorri e coloquei as minhas mãos ainda mais aconchegadas no seu peito enquanto a outra seguiu até ao seu pescoço e dei-lhe um encosto nos seus lábios com os meus. – Não sabes o susto que apanhei a ver-te no chão, parece que morri num instante e assim que abriste os olhos ressuscitei. Senti-me impotente, não podia fazer nada por ti. – Olhei-o nos olhos e vi que os seus olhos brilhavam e estava com os olhos húmidos como se estivesse a controlar-se para não chorar. – Nunca mas nunca mais me voltes a pregar um susto destes por favor, senti o meu coração parar. – A sua voz era tão doce mas tão reconfortante, aquele homem só me fazia acalmar. Só me fazia sentir ainda mais amada e pela primeira vez na minha vida senti que um homem a quem tinha entregue o meu coração me completava de um modo que a ciência não conseguia explicar. O seu cheiro, o seu toque, as suas palavras até a sua respiração me faziam sentir feliz, eu estava feliz, sentia-me nas nuvens, parecia que o amava loucamente e ao mesmo tempo não temer o futuro mas sim desejá-lo com uma intensidade indiscritível e no meio destes pensamentos acabei por adormecer nos seus braços.
Só acordei pouco antes de entrar para uma máquina para me fazerem exames, senti o Nicolás pousar-me na máquina e a minha mãe do outro lado, para além disso só via médico e mais médicos e mais alguns enfermeiros, aquelas caras eram todas estranhas para mim á exceção daquelas duas pessoas. Depois de deitada ainda lhe dei a mão e sorri-lhe, fiz o exame e depois o médico colocou-me na cadeira de rodas onde me levou até fazer outro exame mas sinceramente não me lembro, estava num estado de sonambulismo tal que não entendia nada sequer do que diziam. Só via a minha família e o meu amado, os médicos só os via desfocados e não me pareciam bem médicos ou enfermeiros mas sim extraterrestres, não verdes nem com cores estranhas mas cheios de braços muito mais do que os dois habituais, desfocados e a falarem uma língua que me parecia estranha mas deviam falar a mesma que eu: um bom português.
Levaram-me para um quarto, mal sabia eu o que me esperava mas não tardei em descobrir, queriam-me colocar um soro mas eu não queria, tinha medo… Aliás pavor de agulhas! Os médicos tentaram falar comigo calmamente, a minha mãe também, aliás toda a minha família mas eu não ia desistir tão facilmente, não suportava sequer a ideia que aquilo me tocasse no corpo, ia gritar, ia fazer um escândalo mas não me iam colocar aquilo. O Nicolás estava fora do quarto a meu pedido e não queria de modo algum que ele visse o que iria fazer, tinha medo que o desapontasse, então a minha mãe chamou-o e ele pediu para todos saírem do quarto para falar comigo. Sentou-se na cadeira que havia do meu lado e começou a falar calmamente e pausadamente na esperança que eu entendesse que tudo era para meu bem, ainda chorei e abracei-o, beijei-o e depois de algumas palavras ditas pela sua parte consegui entender que era o melhor para mim mas pedi para ficar do meu lado enquanto o faziam. O enfermeiro colocou a seringa na minha mão onde teve que ficar mais uns segundos e eu apertava a outra mão no Nicolás, ele pediu que assim que tivesse medo ou doesse que o fizesse e eu não hesitei. Eu dizia o mesmo a meninos pequenos mas desta vez foi a maneira de não me sentir com medo e de me sentir calma quando faziam algo que não me agradava.
Depois colocaram-me numa maca e levaram-me até ao quarto onde ia ficar internada, mal me deitei peguei no sono e nem cheguei a entender quem ficava no quarto comigo, quem lá ia passar a noite. Acordei pouco passavam das 10h, o quarto era um quarto bastante requintado para um hospital, havia duas cadeiras, cada uma do lado direito e do lado esquerdo, um sofá bastante grande onde cabiam sem estar apertados 3 pessoas, uma televisão moderna e uma mesa-de-cabeceira. Estava no quarto com a minha mãe e o meu pai, mas ele estava deitado no sofá a dormir e a minha mãe na cadeira do meu lado esquerdo e nada de Nicolás, nem do meu irmão. Como é normal a minha mãe acordar de mau humor decidi acordar o meu pai que acorda sempre super bem-disposto, mas falei num tom baixo para não acordar a minha progenitora:
-Bom dia pai!- o meu pai senta-se no banco, sorri e abre a boca, sinal de uma noite mal dormida, afinal o sofá não devia ser tão confortável como parecia. – Onde está o Nicolás e o mano? – Apesar de ser eu quem estava internada e com algumas dores eu não deixava de me preocupar com os meus homens, um deles podia considerar que era um dos homens da minha vida, era o meu irmão, o meu único irmão, ligados de sangue, desde que nasceu que me orgulho dele e o outro… Não era bem outro, mas sim um homem que era sem dúvida alguma o homem dos meus últimos dias de vida, e eu amava-o, e claro precisava do apoio dele, apesar de estar bem acompanhada pela minha família.
-Bom dia filhota! Como estás? Ainda tens dores? – Acenei negativamente com a cabeça, mas era um pouco mentira, visto que ainda me doía um pouco da cabeça mas nada que com o tempo não curasse. – O Nicolás pouco ou nada dormiu ontem, ficou super preocupado e sentou-se ao teu lado a olhar para ti e para essas máquinas. – Apontou para as máquinas que estavam do meu lado que indicavam alguns resultados do meu corpo, a tensão, a pulsação (…). – Disse-lhe para ir descansar um pouco em casa, trocar de roupa e ir para o treino, depois podia voltar. Quando ao Dioguito, pedi ao teu amor para o levar a casa para mudar de roupa e tomar um banho e depois levá-lo á escola.
 -Está bem, podiam ter-me acordado para me despedir deles, já tenho saudades deles e não os vejo desde ontem! – O meu pai sorriu e eu corei, acabei de lhe admitir que tinha saudades do meu namorado, sim isto definitivamente não era normal, estávamos juntos á tão pouco tempo e já tínhamos chegado a este ponto. – Sabes a que horas voltam?
-O Nicolás só foi ao treino porque eu quase que o obriguei e depois de sair de lá vem logo para aqui. O Diogo mal acabe as aulas vou buscá-lo ou então vem cá ter, ele ainda não me disse. Espera aí que o teu namorado deu-me uma carta para te entregar.- Tirou do bolso um papel bem dobrado e entregou-me e eu li-o:

“Bom dia princesa J
Já começa a ser um hábito escrever-te estas cartas e sempre a dar-te o mesmo recado mas espero que não te importes, é por uma boa causa, para te lembrares que te apoio e que estou contigo embora que não fisicamente! Fui ao treino depois de muita insistência dos teus pais e fui a casa mudar de roupa mas não te preocupes que farei tudo para não me demorar, quero ver como te sentes hoje e amar-te como te amei até hoje.
Ontem senti-me tão impotente quando desmaiaste, senti-me o pior homem do mundo, não podia fazer nada por ti mas assim que recuperaste os sentidos voltei a sentir o meu coração bombardear e a mandar emoções para o meu cérebro. Espero que não te importes pela minha ausência, tentarei ser breve e já agora… Te amo mí reína <3
As melhoras! Um beijo muito doce do teu homem, do teu namorado a quem lhe roubaste o coração e que te ama muito, Nico Gaitán”

Mal acabei de ler a carta sorri e a minha mãe acorda pouco depois, e eu disse-lhes para irem até casa tomar banho e tratarem da higiene mas eles não quiseram (teimosos!) mas convenci-os a assim que o Nicolás e o Diogo chegassem que iriam para casa descansar e que iriam pelo menos por agora deixar-me sozinha enquanto iam comer qualquer coisa.
Devo confessar que esperei uma visita, uma chamada ou uma mensagem da Qeu ou Ezequiel mas nada então decido eu mesma tomar uma atitude, ligo á minha prima que me atende pouco depois. Ela sabia que estava internada no hospital mas não queria visitar-me, não conseguia ver-me mal, eu compreendi, nós eramos muito ligadas e acho que se estivesse no papel dela o mesmo se passava comigo. Por volta da hora de almoço apareceu o Nicolás e o meu irmão, e os meus pais foram até casa, cumpriram o prometido e por volta da hora do lanche aparece a minha avó, que viajou de transportes e sem ninguém saber para me visitar. Mas claro não foi propriamente para me animar, foi antes para me “chamar á atenção”, ou melhor… Do jeito dela ser negativa! Eu estava bastante animada, tinha falado com o médico e ele garantiu-me que até amanhã teria alta e que estava tudo bem, só tinha que ter algumas consultas nos próximos tempos e que foi só um susto, que desmaiei por uma quebra de tensão, já não era a primeira vez por isso não era de estranhar e como sofria deste mal não era incomum. A minha avó disse-me logo assim que lhe dei a notícia:
-Rita não tenhas tantas esperanças que tenhas alta amanhã já sabes como são os médicos. Enganam-nos e depois são demasiado otimistas, não acredites nisso. Se tiveres alta para a semana já é bom, não te preocupes que estás aqui bem e mais cedo ou mais tarde vão tratar-te bem. – Fogo!- Pensei eu. Que pessimista avó, os médicos estão me a tratar lindamente e foi só um susto. Mas não tive coragem para lhe dizer alguma coisa, fiquei caladinha e focava-me apenas nos aspetos positivos, e tentava que o que ela dissesse não me afetasse. O meu irmão estava entretido a ver televisão e nem ouvia, mas o Nicolás que estava ao meu lado já se estava a enervar com tanto pessimismo e estava já a “bufar” á algum tempo, ele é bem-educado mas acaba por lhe responder de modo a calá-la. A minha avó sabia que ele era meu namorado e por isso podia perfeitamente deixar de gostar dele pela sua resposta mas ele não aguentou e depois de ainda me disse isto:
-Não achas que este rapaz é muito velho para ser teu namorado? É tão feiozito, e nem fala bem português. Depois ainda é baixinho e não parece nada simpático. – Eu ia responder, uma coisa era ser pessimista para mim, outra coisa era “insultar” o Nicolás, podia achar o que quisesse mas eu não lhe pedi opinião e eu amava-o e era o mais importante, quanto ao resto nada mais me importava. Mas ele faz-me sinal para não dizer nada e responde ele…

Que terá dito Nicolás á avó de Rita?
Qual será a reação dela? Como ficará a relação deles depois disto? Será que Rita terá alta?