segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Capítulo 10: Apresentações Part1
Acordo de manhã mas não sinto o Nicolás, os seus braços envoltos na minha cintura e o seu toque que me deixa delirar, a cama estava fria e era demasiado grande só para mim, bem que me mexo e remexo na cama na esperança de o meu namorado lá estar, na esperança que estivesse na ponta mais distante da cama mas nada, senti-me só, e um vazio e uma solidão preencheram o meu coração: como é que ele me deixou depois do que fizemos?! Sento-me na cama e começo a chorar, puxo as poucas mantas que cobriam o meu corpo até junto da minha face para limpar as minhas lágrimas, eu não merecia e precisava tanto dele, mas tanto! Precisava de me sentir amada novamente e pego na almofada dele para sentir o seu cheiro pelo menos mais uma vez, já que não podia estar com ele, ao menos queria senti-lo uma última vez, e aí consigo ver a carta que ele me deixou e comecei a ler em voz alta, algo que não era muito comum em mim quando estava sozinha mas li-o com um tom que mais parecia o dele e por instantes acreditei que fosse ele que me estivesse a ler, ao ouvido:
“Ritinha, hoje acordei a sorrir e senti-me pela primeira vez o homem mais feliz do mundo, tu estavas do meu lado e conseguia apoiar o meu mundo, sim o meu mundo com as minhas mãos! Senti-me um super herói por instantes, nunca pensei que fosse possível sentir-me assim! Deixas-me nas nuvens, a sonhar contigo noite e dia. Ainda pensei em acordar-te mas não tive coragem, até a dormir és perfeita! Acho que vou perguntar aos teus pais como conseguiram fazer-te deste modo! Tive treino cedo e tive mesmo que ir mas descansa que por volta da hora de almoço estou de volta para os teus braços! Deixei-te o pequeno-almoço já preparado e pronto a comer na cozinha, espero que gostes! Não estou arrependido do que fizemos e espero que também estejas, precisamos de falar mais tarde, espero que esperes por mim para o almocinho! Desculpa se dei algum erro ainda não sei escrever bem em português :/ Te amo reina <3 Beijo do teu namorado muito apaixonado Nico Gaitán J “
Depois de ler a carta sorri mas um sorriso bem rasgado, suspirei bem fundo e depois disse em voz alta: ele ama-me! Sim, ele não te vai abandonar, ele apenas teve de ir trabalhar, que tonta Ana Rita! Reclamei e reprovei novamente tais pensamentos que se passavam na minha cabeça, ele não te vai abandonar, nunca! Ele ama-te e já te provou que te ama, e vai cada vez provar-te mais isso, esta carta foi mais uma demonstração do que sente e eu vou guardá-la enquanto puder. Fui até ao armário do meu namorado e tirei uma camisola bem grande para me tapar enquanto ia ao jardim guardar o papel na mala. Suspirei imenso e a minha cabeça apenas pensava em nós, nele e claro a t-shirt que tinha vestida dele fazia-me sentir ainda mais o seu cheiro e sentir ainda mais saudades dele, guardei o papel na mala e agarrei nas minhas roupas e fui até ao interior de casa, mais propriamente até ao quarto. Arranjei a cama e coloquei a minha roupa em cima da cama, agarro na minha roupa interior e na t-shirt dele que tinha vestida e vou até á casa de banho do quarto, dispo-me e depois vou até á banheira, não sem antes ligar o rádio, gosto de ouvir música enquanto tomo banho mas quase nunca canto… Mas vezes não são vezes, eu estava nas nuvens e passou uma música que identifiquei logo comigo: Chris Brown Don’t Wake Me Up, canto muito alegremente e sorriu, claro que acabo por demorar imenso tempo no banho muito entretida, entre pensamentos e cantorias, era daquelas vezes que a rádio passava música incrível e que eu adorava e o dia, bem começou bem e eu senti-me bem-disposta mas acima de tudo feliz! Algumas dores típicas apareceram mas nada, nada que eu não superasse, eu amava-o e não estava arrependida do que fiz antes pelo contrário, orgulhava-me de ter demonstrado o que sinto e por ter sido com ele.
Quando saiu do duche, desligo a música, visto a minha roupa interior e a t-shirt, porque hoje estava naqueles dias de me sentir confortável mas ao mesmo tempo ousada, vou até ao quarto e oiço o telemóvel tocar, era o meu pai e atendo logo:
-Olá daddy!- disse eu sorrindo e aos saltitos.
-Ana Rita por onde andas? Com quem estás? Achas normal eu e a tua mãe não sabermos de ti desde ontem á tarde?- o meu pai estava mesmo preocupado e só agora é que entendi que desde ontem que não sabiam de mim era motivo mais do que suficiente para estarem preocupados.
-Já vi que fiz porcaria, senão não me tratavas pelos dois nomes, ui! Estou nas aulas onde é que era suposto eu estar a uma hora destas? E não, não te preocupes que estou bem e viva!-disse sorrindo para tentar acalmar os ânimos e a tensão que havia naquele telefonema, eu bem que compreendia o que eles sentiam mas não queria levar um raspanete.
-Por onde andaste e com quem andaste? Não podias ter mandado uma mensagem ou fazer um telefonema a avisar? Todo o mundo te ligou para saber de ti, estávamos super preocupados! – O tom de voz do meu pai estava mais calmo mas mesmo assim bombardeava-me com perguntas e eu tive claro de as esclarecer.
-Vim até casa do meu namorado e depois do jantar acabamos por adormecer a ver um filme, não vi o telemóvel porque já sabes nunca sei onde é que ele está. Desculpa papi!- Tanta graxa pensei para mim mesma!
-De certeza que foi só isso Rita? Sabes que eu e a tua mãe não gostamos de mentiras mas se o dizes acredito. Queres que te vá buscar à faculdade ou vens de carro? Ou claro vens para casa mais logo?-agora já era mais preocupação típica de pai do que propriamente outra coisa.
-Saiu da universidade e vou almoçar e passar a tarde com o Nicolás, mas prometo que vou ao treino do Diogo e depois vou jantar a casa. Não te preocupes que eu sei perfeitamente que a minha prioridade são os estudos e só depois posso pensar em namoro e aventuras, eu sei pai!
-Então encontramo-nos á hora do treino filha. Sabes da tua prima? A tua madrinha está farta de lhe ligar e ela nada, e olha mais logo não vamos jantar a casa, a tua avó faz anos e vamos jantar ao sítio do costume. Já agora ligas á tua mãe? E se souberes da tua prima depois avisa a tua madrinha por favor.
-Eu vejo da Qeu e digo qualquer coisa á madrinha, tenho de ligar á avó então, esqueci-me completamente! Olha é melhor falares tu com a mãe, porque senão vai reclamar comigo por favor papá!-Lá estava novamente a ser engraxadora.
-Sim filha, eu falo descansa. Liga á tua avó, ela merece apesar de tudo! E olha em relação ao Nicolás já sabes o que acho… Juízo! Mais logo levas-o ao jantar? Eu e a tua mãe gostamos muito dele, nota-se que ele gosta muito de ti e tu dele e o teu irmão ficou com curiosidade em conhecê-lo.
-Sim, vou falar com ele á hora de almoço para ele ir, espero que não se importe de conhecer a pouca família da parte da minha mãe que lhe falta conhecer! Então pai olha tenho que ir… Beijinho e até logo
-Beijinho e até logo. Juizinho e dá cumprimentos da família ao Nico.- Desligamos a chamada e eu fui até á cozinha para preparar o almoço ou então para tomar o pequeno-almoço. Olhei para o relógio e já não era muito longe da hora de almoço então comi qualquer coisa mais leve e comecei a preparar o almoço, como ainda não sei fazer muitas coisas optei por uma coisa simples e leve: batatas fritas e ovos mexidos, sim cheio de calorias mas era rápido e bom e eu não sabia do que é que ele gostava. Arrumei o espacinho que ele tinha preparado para o meu almoço e arranjei a mesa para o nosso almoço. Enquanto estava entretida no fogão e na fritadeira senti uns braços envoltos na minha barriga e um beijo no pescoço, só podia ser o Nico, eu sorriu e viro-me para ele e beijamo-nos, um beijo terno de saudade. Depois ele acabou por se sentar numa cadeira á volta da mesa a meu pedido e servi-nos, depois sentei-me na sua frente e ele disse:
-Vais almoçar nesses modos?-eu fiquei meio perdida naquelas palavras mas decidi ir até ao quarto onde dormi e vestir as calças, depois voltei para a mesa e respondi:
-O meu corpo enjoa-te assim tanto?-foi uma resposta direta mas franca.
-Nada disso, eu adoro o teu corpo! Mas não me sinto á vontade que almoces assim, dá-me vontade de saltar para cima de ti e voltar a chamar-te minha.
-Não precisas de me saltar para cima para me chamares tua porque eu já o sou! E porque não me fazes tua outra vez?- Sim fui malandra e “ataquei-o”, sendo malandra.
-Por mim eu fazia mas quero falar sobre o que aconteceu entre nós ontem. – Ele olhou-me olhos nos olhos, eles eram tão ternos, tão apaixonantes e brilhavam, ele era tão bonito e eu apaixonava-me só pela maneira como ele me olhava. – Porque é que o quiseste fazer?
-Porque tinha e tenho a certeza que eras o homem indicado para o fazer, e porque achei que eras a melhor prova de amor que te podia dar, a melhor maneira de te provar que amo. Já estava preparada e tinha a certeza que remorsos nunca os ia sentir e confiei em ti para não me abandonares. Eu amo-te Osvaldo Nicolás! – Sorrimos mas ele corou e depois coçou a parte de trás da cabeça.
-Oh amor não me chames pelos dois nomes, prefiro Nicolás ou Nico.
-Eu também tenho um primeiro nome que não uso. Mas agora vamos lá comer senão tens de levar com o meu mau humor da fome.- Sorrimos cumplicemente e acabamos de almoçar e combinamos ir passear pelo Freeport e dar uma volta pela Expo ou pelas praias, convidei-o para o jantar e para ir ver o treino do meu irmão, ele aceitou na hora e disse ao meu pai que o jantar e o treino estavam combinados. Depois perguntei-lhe pela Qeu e pelo Garay, afinal ele tinha de ter ido aos treinos, e foi mas a Qeu foi com ele e passaram a noite na praia, sim, dormiram na praia. Nada que não fosse típico da Raquel mas pronto… Liguei-lhe e disse para ligar á mãe e combinei tudo para o jantar e contei-lhe do treino, ela quis ir e combinamos tudo.
Desliguei a chamada e fui até ao Freeport, passeamos sempre de mãos dadas sem medo de demonstrarmos o que sentíamos a olhos vistos, de demonstrarmos a nossa relação, ele acabou por me convencer que levar umas prendas para o jantar não era má ideia, compramos um bolo, depois comprou uma garrafa de vinho para oferecer ao meu pai, um vestido para dar á minha mãe e para o cunhado um jogo para o computador, para a minha avó levou uma mala toda bonita. Ele quis levar mais mas eu impedi-o, só o dinheiro que ele ia gastar nisto! Já no fim das compras ele apaixona-se por uma roupa e decide comprá-la e na mesma loja eu vejo um vestido apaixonante e ele oferece-me, eu não queria por não saber o que dizer, por vergonha e porque não me sentia a vontade mas ele era mais teimoso que eu e saímos da loja muito contentes.
Eu amava-o tanto e aquela prenda foi tão apaixonante, prometi a mim mesma que o surpreendia do mesmo modo, mas uma prenda mais simbólica, claro! Acabamos por passear pela Expo muito contentes, vimos alguns fãs e ele acabou por dar alguns autógrafos e algumas fotografias mas nada que fosse incómodo, até gostava que as pessoas reconhecessem o seu trabalho! A tarde passou a correr e eu decidi ir mais cedo para o treino do meu irmão por muitas razões, o meu irmão ia conhecer o meu namorado e depois ia apresentá-lo á minha avó e a minha madrinha… Um nervoso miudinho corria em mim!
Como correrá a apresentação entre cunhados?
Como correrá a apresentação entre Nico e a avó e madrinha de Rita? Como correrá o jantar?
domingo, 25 de novembro de 2012
Capítulo 9:"Reagi sem pensar"
Eu choro bastante a
dizer aquilo, eu não estava calma e o que fiz foi mau mas senti-me ainda pior
depois de o fazer, senti um peso na consciência. O Nico também chorava mas mais
calmamente com menos lágrimas e mais ritmada, o que me magoava ainda mais vê-lo
chorar mas o mais certo era mesmo o fim da relação, eu não o merecia... Ele era
maravilhoso, encantador, interessante, simpático, ele era o homem dos sonhos de
qualquer mulher e eu... Eu, era simplesmente eu, não era linda e não era um
espanto de mulher, era simplesmente uma rapariga com 18 anos que apenas tinha a
certeza do que sentia: era amor, amor puro e sincero, talvez um pouco de
ingénuo e louco, eu não sabia bem apenas me sentia bem ao seu lado, desejava-o
como se fosse o homem da minha vida e isso trazia um desejo e uma força ainda
maior de o ter só para mim, sentia borboletas no estômago quando estava com
ele, o meu coração palpitava fortemente e ficava nervosa, tinha medo de o
desapontar com a minha maneira de ser, com o meu jeito de lidar com a vida, mas
por um lado queria demonstrar tudo o que sentia porque assim talvez ele
entendesse o que palpitava no meu coração. Mas eu não lho podia dizer, a melhor
maneira de sermos felizes era acabar a relação e cada um seguir a sua vida, mas
isso só nos fazia sofrer. Eu tinha medo que o amor que nos unia fosse apenas um
sonho e que ele me dissesse que me amava e tudo fosse mentira e assim sofresse
por amor e eu não aguentava outra desilusão daquelas, não de um homem que
parece que me ligou a ele através do seu olhar, que mais pareciam ter ímanes.
Não podia negar o que sentia mas também não podia dizer-lhe exatamente o que
sentia porque não existiam palavras, eu estava apaixonada e eu não pensei que
fosse acontecer ao ritmo que aconteceu por ele. Ele pergunta-me e eu choro
ainda mais compulsivamente e ele acompanha o meu choro, mas ganho coragem e
limpo-lhe as lágrimas com os seus olhos voltados para baixo mas assim que lhe
toco ele arrepia-se, eu sorriu e olha-me e deixa cair uma lágrima que fez o meu
coração gelar por completo, fiquei sem qualquer tipo de reação simplesmente
porque eu vi o homem que amo chorar por mim, por minha causa. Ele procurava ver
alguma reação em mim, eu limpo as minhas lágrimas com as minhas mãos e decido responder ao meu amor, sim porque
apesar de ser meu namorado não ia deixar de ser o meu amor, respirei bem fundo
e respondo-lhe, entre soluços devido ás lágrimas:
-Eu amo-te Nicolás e
nunca duvides disso por favor! Eu não queria fazer-te sofrer, era a última
coisa que queria por favor pára... Eu...-hesitei mas acabei por ter de lhe
contar o que sentia e me passava pela cabeça.-Tu não me mereces tu és demais
para mim. Tu mereces uma pessoa melhor que eu.-ele colocou o seu indicador por
cima dos meus lábios e limpou-me a última lágrima que me escorri pela face e
respondeu:
-Se tu me amas e eu
te amo não achas que é o mais importante do que o resto? Precisas que faça o
quê que te prove que é isso que sinto?-eu ia responder mas mal abro a minha
boca para o fazer ele não deixa e continua.-Eu farei! -colocou-se de pé na espreguiçadeira e gritou.-Eu AMO-TE RITA!- assim que ele diz isso eu levanto-me
até ficar ao seu lado e dar-lhe um abraço mas ele agarra-me pela cintura e
puxa-me contra o seu corpo e eu dá-me um beijo demorado na bochecha e eu olho
para ele abrindo os olhos querendo que ele se derrete-se com o meu arzinho
fofinho para me beijar mas ele diz:
-Eu não te resisto
princesa é o nosso último beijo.-fez uma breve pausa para respirar enquanto nos olhávamos olhos nos olhos. É o beijo de despedida. - e deu-me um beijo demorado
nos lábios muito intenso e repleto de emoção. Depois separou os nossos lábios e
nem me olhou, sentou-se á beira da piscina com os pés no seu interior e eu segui-o.
Mas coloquei-me do
outro lado da piscina, de frente para ele mas ele apenas olhava para o interior
da piscina e não me olhava por nada mesmo! Queria surpreendê-lo mas ele não me
deixava que eu o surpreende-se então eu tenho uma atitude que não é bem minha é
mas sou obrigada a fazê-la para nosso bem. Atiro-me para dentro da piscina, sim
com toda a roupa que tinha no corpo! Mas demorei a vir á superfície e ele
mergulhou para junto de mim estávamos próximos mas eu queria juntar ainda mais
os nossos corpos, e começo a aproximar a minha mão do seu pescoço e ele
aproxima também os nossos corpos e quer agarrar-me perto da barriga e aproxima
os nossos lábios e acabamos por nos beijar novamente... Um beijo bem molhado!
Mas um dos melhores que já demos e foi tão intenso que não tivemos força para
ficar mais tempo debaixo de água e acabamos o beijo já fora de água.
Ele também me amava e
não queria desistir de mim, não queria desistir de nós e do amor que nos unia. Quando o beijo termina eu fico dentro de água mas ele foge dali e vai até ao
interior da casa e deixa-me na piscina sozinha! Fico um pouco chateada mas
entendi afinal eu acabei a relação com ele e no momento seguir digo-lhe que faço
para o bem dele e ele grita bem alto que me ama e beijamo-nos, era tudo tão
confuso... Porque não podia simples como nos filmes? Mas tenho uma ideia
fantástica na minha cabeça: ele já estava em casa e o mais certo era procurá-lo
e explicar o porquê da minha atitude mas tive uma ideia um pouco mais
original... Despedi a roupa que tinha, ficando apenas em roupa interior e entro
para casa onde o encontro na sala, deitado no sofá de barriga para baixo a
chorar, faço o mínimo de barulho possível para ele não saber da minha presença
e dou a volta ao sofá colocando-me de pé ao seu lado e molho-o nas costas, ele
vira-se e vê-me assim, sorri mas fica sem saber o que fazer, eu deito-me por
cima dele, eu estava molhada e em lingerie era impossível ele me evitar, agarra
nas minhas ancas e puxa-me contra o seu corpo, ficamos deitado um sobre o outro
e eu começo a beijá-lo e a tocar-lhe nos pontos que sabia que o deixava sem
reação e queria que ele ficasse assim apenas com vontade de me amar, claro que
entendi que aquilo não era apenas beijos nem namoros, que aquilo se podia
prolongar mas eu não me preocupava com isso, eu tinha a certeza cada vez mais
do que sentia. Mas ele separa os nossos lábios e olha-me como se me perguntasse
algo e eu respiro fundo e digo:
-Tu és um cavalheiro,
és um querido e eu... Sou apenas eu, não tenho encantos ou beleza escondido,
sou tudo aquilo que tu vês e tenho medo de acordar deste sonho ou de me magoar.
Tenho medo do que sinto e do que tu sentes. Eu não te mereço, tu arranjas
melhor que eu, arranjas alguém sem medo de te amar no auge porque eu tenho
muitos medos sou insegura. Desculpa mas não consigo deixar de te amar e ter
acabado com a nossa relação foi uma reação sem pensar.-enquanto digo isto choro
mas calmamente e ele apenas me limpa as lágrimas e faz-me festas nas minhas
bochechas. Depois de ficarmos em silêncio alguns minutos ele responde:
-Eu não arranjo
melhor do que tu porque neste momento tu és o melhor para mim. Eu amo-te e vou
demonstrar-te isso para afastar os teus medos, os teus receios. Mas não chores
por favor, não suporto ver-te assim!-dá-me um beijo na face.-Estás disposta a
dar mais uma oportunidade ao nosso namoro?
-Não é uma nova
oportunidade ao nosso namoro, é um reatar o que nunca deveria ter
acabado!-sorrimos cumplicemente.-Desculpa amor. Quero voltar a chamar-te
namorado!-ele beija-me e aquele momento ganha novo significado, o nosso namoro
reatou e as emoções e os sentimentos voltaram mais fortes do que nunca. Ele bem
que me pede para voltar a vestir as roupas mas eu não lhe faço a vontade, eu
queria alargar o momento, eu queria fazer amor com ele e era a melhor prova que
lhe dava do que sentia. Ele já só estava em boxer's quando me pega ao colo e me
leva até ao quarto, deita-me em cima da cama e começamo-nos a beijar a um ritmo
alucinante, ele separa os nossos lábios e vai até á sua mesa de cabeceira
e tira as famosas "proteções"
e preparava mo dar e colocar o seu mas antes senta-se e pergunta-me:
-Tens a certeza que
queres tomar este passo comigo?-eu sorriu e respondo:
-Sim, é uma prova do
que sinto por ti e nunca me vou arrepender de o ter feito contigo.
-E se algum dia te
arrependeres?
-Nunca estive tão
certa de uma atitude em toda a minha vida, namorado, meu namorado.-faço questão
de realçar a última palavra. E assim que acabo protegemo-nos e começamos a
beijar-nos novamente.
Eu amava-o tanto e
ele mostrava que sentia o mesmo através do seu toque, de toda a atenção que
teve para comigo, a calma mas também era tudo tão frenético, tão vivo parecia
um amor de crianças e eu senti-me realmente completa enquanto o fazíamos, tive
dores claro e vi que isso era mau para ele mas teve tanto cuidado comigo e eu
queria mesmo fazê-lo, amamo-nos muito e eu senti que ele era realmente o homem
da minha vida e amava-o e ele demonstrava cada vez mais o mesmo. Depois
acabamos por adormecer para descansar, o dia seguinte ia ser grande, ia ser
complicado, tínhamos que digerir todas as mudanças que ia haver na nossa
relação.
Quais serão as
mudanças na relação? Será que vão ser boas ou más?
Como irá
Nico lidar com a prova de amor tão séria de Rita? Será que também vai fazer
algum?
Capítulo 8: “Porquê é que me fizeste isto?!”
Eu
fiquei quieta tanto a olhar para os meus pais como para o Nicolás, eu não sabia
qual era a atitude mais correta a tomar mas tinha que tomar alguma nem que
fosse a mais disparatada! Pensei e repensei no que fazer ao mesmo tempo que
eles se aproximavam de mim, eu estava em pânico, e o meu namorado deu-me a mão
apertou-a, ele não sabia quem eles eram mas pela minha reação não era difícil
prever, dei-lhe um beijo na face e sorrimos cumplicemente. Quando eles estavam
mais próximos de mim levantei-me e o Nico fez o mesmo, cumprimentei-os com dois
beijos e o Nico deu dois beijos á minha mãe e cumprimentou o meu pai com um
“passou-bem” e eu falei:
-Olá
pai! Olá mãe! Está tudo bem convosco?
-Sim
filha, está tudo e contigo? Já vi que estás bem acompanhada…-disse a minha mãe
sorrindo e o Nico corou, ele não é muito disso, mas na posição em que a minha
mãe o colocou era o mais natural.
-Desculpem
nem vos apresentei… Pais é o meu amigo Nico, Nico estes senhores são os meus
pais.- Sorri tentando disfarçar o nervoso miudinho.
-Rita, escusas de tentar disfarçar que nós
vimos que vocês não são só amigos.- O meu pai era bastante direto e desta vez
não foi exceção. Senti quase um balde de água fria a cair sobre mim e a reação
do meu amor foi dar-me a mão e apertá-la, olhamo-nos cumplicemente e a minha
mãe falou:
-Filha,
eu e o teu pai já tivemos a vossa idade. Compreendo que não nos quiseste
apresentar mas nós vimos logo tanto pelo vosso sorriso e porque já te
conhecemos amor.- Eu corei mas lá respondi:
-Desculpem
mas eu não sabia o que fazer não esperava ver-vos aqui, e muito menos sem o
Diogo.
-Quem
é o Diogo princesa?-finalmente o Nico teve coragem para falar.
-É
o meu irmão amor.
-Meninos
têm planos para o almoço? Porque trouxe ali comida suficiente para muitos
porque era suposto vir o teu irmão e um amigo. Já agora não era suposto estares
com a tua prima? Já sabes como é a tua tia.- Disse a minha mãe e o meu pai
apenas sorria porque achou imensa piada ao facto de conhecer o meu namorado.
-A
única coisa que vos posso dizer é que ela está acompanhada e muito bem
acompanhada!-sorri e a minha mãe partilhou o sorriso, o meu pai não entendeu e
o Nico fez beicinho claro que não lhe resisti e dei-lhe um beijo rápido nos
lábios que foi mais um encosto do que propriamente outra coisa.
Fomos
todos para onde seria o nosso almoço e divertimo-nos, o meu pai conseguiu
colocar o Nico bastante á vontade devido ao facto de ser bastante divertido, a
minha mãe sempre muito acolhedora e claro ele deixou-se levar e eu fiquei
extremamente orgulhosa de gostarem tanto dele, afinal eles eram os meus pais e
ele era o meu namorado, o rapaz que fazia bater o meu coração a um ritmo
impressionante. As horas seguintes passaram a correr e já perto da hora do
lanche os meus pais informam-me que querem ir embora, e eu compreendo e o Nico
fica um pouco triste porque a conversa estava a correr fantasticamente, nunca
pensei que corresse tão bem sinceramente!
Eles
dão-nos boleia até casa do meu namorado, eu entendi que o meu pai não achou
muita piada a ficarmos sozinhos ainda por cima em casa dele mas eu sou obrigada
a mentir e digo que na casa estava a Qeu e um amigo do Nico, quer dizer não era
bem mentira… Eu simplesmente não sabia se era verdade! Entramos em casa e
deparamo-nos que a casa estava vazia e eu encorajo-o a irmos novamente até á
piscina, local onde tudo aconteceu, não namorávamos desde a hora de almoço e eu
sinceramente tinha saudades dele e ele minhas, enquanto isto acontecia eu
notava o desejo dele mas fazia tudo para o evitar e para não me pôr incomodada
mas aquilo já me estava a enervar e decido tomar uma atitude talvez de cabeça
quente mas foi o que pensei. Separei os nossos lábios enquanto ele me agarrava
na cintura, estávamos deitados em cima da espreguiçadeira e eu agarrava-o no
peito, ele fazia sentir-me bem mas eu não suportava aqueles pensamentos e
decidi cometer um crime, sim mas parece que foi isso que fiz, foi um dos
maiores erros da minha vida mas na altura pareceu-me a atitude mais correta.
Assim que o digo é que entendo a gravidade da situação, ele fica pálido a olhar
para mim… Pois bem eu decido terminar o nosso romance:
-Nico
para por favor!-ele separa os nossos corpos que estavam colados. -Eu não
consigo mais com isto! Quero terminar a nossa relação, para nosso bem!-assim
que digo isto sinto um balde de água fria a cair sobre mim mesma e começo a
chorar, ele também o faz, senta-se direito no banco e pergunta:
-Porquê
Rita? Não me amas? Porque é que me fazes sofrer assim?
Porque
é que será que Rita terminou a relação com o Nico?
Qual
será a resposta dela? Será que existe uma hipótese de recomeçarem o romance?
Capítulo 7: "Eu quero mimar a minha princesa e faço-lhe as vontades!"
Eu começo a andar a
fugir dali estava farta de me sentir a mais, apesar do meu namorado de vez em
quando me traduzir e eu entender por mim mesma, eles estavam tão entretidos que
os decidi deixar e sair eu dali, estava farta de me sentir a mais! Decido sair
dali mas na verdade a minha vontade era de espetar um grande estalo na rapariga
e dar um grande raspanete ao Nico, mas para não o fazer levanto-me e vou embora,
ele segue-me e assim que vejo começo a correr mas rapidamente para ele não me
alcançar, mas ele começa a correr também, assim que me alcança abraça-me mas eu
separo os nossos corpos e foi começando a correr novamente mas ainda nas
primeiras vezes que começo a correr, caiu na areia e sinto o meu pé a torcer,
despacho-me a descalçar a ver se tinha ferido, ele aproxima-se de mim muito
aflito e eu seguro o meu pé, senti o meu musculo esticar e logo uma dor, mas
assim que ele se senta ao meu lado para ver se está tudo bem eu falo:
-Não te atrevas a
falar comigo!-disse resmungado com ele, era assim que ele me queria fazer
sentir amada? Era assim que queria que a nossa relação resultasse? Eu não
compreendia a sua atitude que no meu ver era tão diferente das suas palavras.
Ele nada disse,
abanou a cabeça afirmado que sim, levantou-se e foi em direção ao bar, como
tinha pedido para não falar ele nada disse e voltou para o bar e eu pensei que
ele ia voltar para junto da "amiga" e fiquei chateada. Calço-me e
começo a coxear, mas num instante e para minha surpresa ele volta com uma
garrafa de água na mão, assim que me vê começa a correr e eu não resisto, paro,
sento-me no chão e espero por ele e digo-lhe:
-Porque é que foste
buscar água? Não precisas de te preocupar comigo, eu sei tratar de mim.-mal
digo isto olho para ele e ele faz-me o gesto típico de fechar o fecho da boca
em sinal de "tu pediste-me para não falar contigo e eu irei fazê-lo",
eu sorriu e dou-lhe uma palmada no braço.-Oh tonto se eu te pergunto é porque
podes falar e não tens que obedecer a tudo o que digo oh amor.-fiz-lhe uma
festa na face e ele respondeu:
-Mas eu quero mimar a
minha princesa e faço-lhe a vontade.-levantou-se e fez uma vénia, depois
sentou-se ao pé de mim e continuou.-Se me pediste para calar eu assim o
faço.-sorriu.-Eu preocupo-me contigo Rita porque gosto de ti!-abraçou-me e eu
puxo-o contra o meu corpo em sinal de agradecimento e também porque sentia
saudades do seu toque.
-Não gostei do que se
passou com aquela rapariga.-disse-lhe ainda durante o abraço. E ele
responde-me:
-Mas isso não era
razão para fugires.-separei os nossos corpos, coloquei a minha mão no meu
calcanhar que era exatamente o sítio onde me doía e ele beija-me a mão por cima
do sítio que me doía. E disse:
-Quando era pequeno a
minha mãe dava-me beijos onde tinha feridas ou me doía porque dizia que fazia
passar a dor ou a ferida e eu dou-te um beijo para ver se te passa, porque
comigo resultou sempre! -sorriu e corou.
-Eu tive ciúmes! É a
coisa mais natural deste mundo porque o meu namorado és tu e existe montes de
pessoas atrás de ti e eu quero que tu sejas só meu! Estava a sentir-me a mais e
para não reagir a quente preferi fugir a espetar-lhe um estalo ou mesmo a
ti!-disse fazendo beicinho. Ele respira fundo e responde:
-Desculpa se te fiz
sentir assim, não era minha intenção! Fico contente por me creres só para
ti.-sorriu.-E quanto ás outras pessoas descansa que só tenho olhos para ti e
solamente para ti, até podia ter montes de raparigas atrás de mim que eu só
tinha olhos para ti porque só tu és a minha namorada e só a ti é que eu gosto!
-Até parece que não
tens montes de raparigas atrás de ti! Muitas e todas melhores que eu
aposto!-disse corando.
-Melhores que tu?!
Duvido?! Tu és especial e elas a teu lado perdem encanto.-sorriu e eu beijei-o.
Eu fico muito contente com as suas palavras e não sabia como lhe responder
então agarro a sua mão e aperto-a com força, ele sorri e começamos a falar
sobre tudo o que nos vem à cabeça, com ele o tema surge por acaso e tudo parece
melhor, eu gostava dele e ele dizia que gostava de mim mas por tudo o que já
passei as palavras não bastavam eu queria atitudes mas não tive coragem de lho
dizer, então começamos a namorar e entre brincadeiras, a dor acaba por passar,
eu calço-me e vamos até á praia, mas passear á beira-mar de mãos dadas,
descalços molhando os pés, estavamos mesmo bonitos e depois eu decido sentar-me
num monte perto da água mas o suficiente para não me molhar, ele vem comigo e
começamo-nos a beijar, a namorar mas ao longe eu vejo a minha família em minha
direção e do Nico, já me tinha visto, ainda tinha pensado em escondê-lo ou
mentir mas já não ia a tempo então decido tomar uma atitude e o Nico ficou á
espera da minha reação.
Qual será a atitude
da Rita em relação aos pais e ao Nico?
Como ficará a relação
deles depois deste momento? Como irá reagir a família de Rita a Nico?
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